Mostrar mensagens com a etiqueta sesimbra. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sesimbra. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Ultra Sesimbra 2019



Pelo 5º ano seguido marquei presença nesta prova. Nas 2 primeiras participações na distância mais curta, e nos seguintes na distância Ultra.
De todas, acho que esta foi a mais difícil não devido à elevada dificuldade do percurso, que basicamente é a mesma dos anos anteriores, mas devido ao calor extremo que se fazia sentir este ano.

Ao final da tarde já no conforto do sofá em casa, escrevi o seguinte no Facebook:
"Agora que o Ultra Trilhos Rocha da Pena - UTRP vai ser feito de noite, o Ultra Sesimbra está bem lançado para ganhar o prémio de prova mais quente do ano 🔥
Prova duríssima, o percurso de sempre mas debaixo de um braseiro
Ah, e não devia ter ido fazê-la 2 semanas apenas depois do UTSM - Ultra-Trail de São Mamede..."

Pois.... aliado ao calor que se fazia sentir, passavam somente 2 semanas depois do UTSM e quer se queira quer não, não é tempo suficiente para recuperar convenientemente. Mas era difícil ter esta prova à porta de casa e não ir...

Assim sendo, no dia da prova o ritual foi o de sempre: quando faltava cerca de 1h para a prova saí de casa, passados 20 minutos estava a estacionar em Sesimbra e de seguida a levantar o dorsal. De todos os lados, pessoal amigo e conhecido a cumprimentar, trocar 2 dedos de conversa e a desejar boa sorte para a prova.

Perto das 8h estou na zona de partida, como sempre na Praça da Califórnia. 
A partida é dada à hora certa e, este ano ao contrário dos anos anteriores, uma boa novidade: não noa vão meter logo de início pela praia; para mim isso não fazia sentido nenhum e finalmente este ano parece que a organização percebeu isso!!

Conhecendo bem o percurso da prova, arranco com calma, sem me entusiasmar com os primeiros km de alcatrão! Passado o par de km a subida para a pedreira para depois entrarmos no trilho de acesso à Ribeira do Cavalo, e com o bafo que se fazia sentir já começava a sentir o calor a apertar!!
Este trilho para a Ribeira do Cavalo não é de uma tecnicidade elevada, mas aqui apercebi-me que fiz a escolha de ténis errada!! Para esta prova levei os já "velhos" Salomon S-Lab Sense 6 que contam já com cerca de 600 km, como tal a sola já apresenta algum desgaste e não agarram como dantes. Pois, pois não, e numa curva do trilho lá me esbardalhei!!! Nada de grave, levantei-me e segui trilho abaixo, para logo de seguida dar início à subida cascalheira acima.
Aqui em fila, sem espaço para grandes acelerações, cheguei ao topo e suava em bica, o suor escorria que parecia que me tinham despejado um balde de água em cima!!! Cheguei ao 1º abastecimento da prova e parei: desconfio que terei sido dos pouco a fazê-lo, mas com o calor que estava era essencial hidratar muito e bem!

Segui caminho, agora um segmento mais rolante até ao Cabo Espichel. Pensei que aqui não iria sentir muitas dificuldades, mas com o calor que começava a fazer-se sentir cada vez mais o cansaço ainda do UTSM começou a aparecer... 
Decidi abrandar um pouco o ritmo, e fiz uns bocados a caminhar... Chegue ao Cabo e enchi flasks, comi banana, laranja e melancia e arranquei.

Este bocado é uma seca... Seguir pelos trilhos junto à orla costeira, sem sombra alguma e com o calor cada vez mais forte... Os kms parece que não passavam, e o terreno com areia fina não ajuda em anda...

Na praia da Foz há um abastecimento, e aproveito para comer e refrescar. Estavam mais de 30º, um dia bastante quente, e este percurso quase não tem sombra; esta prova feita em Fevereiro/Março era uma coisa, mas num dia destes....
Prossigo caminho, cada vez mais farto do percurso... Agora seriam cerca de 8km a subir, não muito acentuado mas como se costuma dizer "não mata mas mói"...
A meio caminho um abastecimento extra, mesmo em boa hora para voltar e encher flasks... 
No abastecimento da pedreira demorei muito tempo. Chegou a passar-me pela cabeça a ideia de desistir; já fiz esta prova imensas vezes, treino nesta zona quando quero e estava a ser um sacrifício fazê-la, não estava a tirar nenhum prazer... Comi, bebi, andei para trás e para a frente, e decidi seguir, a correr ou a caminhar, ia indo e ia vendo!!

Saio da pedreira e sigo a caminhar, mas num passo rápido. Chegado ao topo da pedreira, entro no estradão a descer e inicío um trote. Vou cansado, está imenso calor e começo a alternar trote e caminhada até chegar ao trilho que sobe ao castelo, pois aqui já seria impossível pensar em algo mais que fosse caminhar!!!!

No castelo junto ao abastecimento tem uma torneira, e quando lá chego completamente esgotado, tomei quase um banho completo! Depois dirigi-me para o abastecimento, e sou recebido pela Mena que tinha feit comigo muitos kms no UTSM!! Sempre bem disposta, mandou-me logo sentar à sombra e tratou de me arranjar uma sandes, e coca-cola fresca!!! Soube pela vida!! Ainda comi também umas bolachas, e já recomposto arranquei para os últimos 10km.
Continuei a alternar trote e caminhada, já não dava mais! A caminhar tentava manter um ritmo vivo, mas era o possível! O percurso continuava a não oferecer qualquer sombra, e o corpo já não dava mais... Agora era gerir e chegar ao fim....

Acho que foi também neste segmento que decidi que nos próximos anos não volto a fazer a Ultra distância nesta prova; o percurso é basicamente o mesmo todos os anos, sem grande interesse (as paisagens são bonitas na sua grande parte, mas torna-se desinteressante) e cansativo psicologicamente... Provavelmente volto, mas para fazer a distância de 21km...

7h depois do início cheguei à meta. É um resultado péssimo, apenas justificado pelo cansaço ainda do UTSM conjugado com o elevado calor que se fez sentir, mas ainda assim muito muito mau....
Família LH Ginásio




terça-feira, 12 de junho de 2018

VIII Ultra de Sesimbra

Pelo 4º ano consecutivo rumei a Sesimbra para participar nesta prova; nos 2 primeiros anos participei na versão mais curta, no ano passado e este ano na versão Ultra.


Dia da prova, saí de casa pouco mais de 1h antes da prova começar. Fui buscar o meu camarada Paulo Sousa que se ia estrear nas Ultras e seguimos viagem nas calmas. Cerca de uns 25 minutos depois estávamos a estacionar o carro. Colocar mochila e seguir para a partida nas calmas, ainda havia muito tempo!
Euipa OCS Proaventuras presente!

Na partida muitas caras conhecidas lembram que aqui corre-se em casa! Muitos elementos da equipa, muitos amigos, muitos conhecidos levam a que se esteja ali na conversa, a tirar fotos sem pensar muito no que está para vir! 

Pouco depois das 9h é dado o sinal de partida. Uma partida sempre rápida com a saída da praça da Califórnia e a entrada na marginal a descer, mas rapidamente o ritmo acalma quando derivamos da marginal para a areia. Na minha opinião esta derivação era completamente desnecessária, penso que não acrescenta nada e chateia logo ao início termos de ir pela areia da praia... adiante! Voltamos à estrada mais à frente e seguimos em direcção ao clube naval e a 1ª subida, para entrar no acesso para a praia da Ribeira do Cavalo. 


Nesta subida o ritmo abranda, meto a passo assim como a maioria do pessoal. Ainda vamos todos perto uns dos outros, o Paulo Alves um pouco à frente, depois eu e uns metros atrás vêm o Paulo Sousa e o Eurico. Entramos no acesso à praia da Ribeira do Cavalo e aqui abrando um pouco nas zonas que podem ser mais escorregadias; as solas dos Wings 8 já apresentam algum desgaste e a entorse que fiz no ESTRELA GRANDE TRAIL ainda não está completamente sarada, ainda sinto uma ligeira dor nalgumas situações. Sou passado por alguns atletas, mas não é importante, sigo no meu ritmo e assim que entramos na subida imediatamente a seguir tento aumentar um pouco a passada e passar alguns. 

Alcançado o topo aumento o ritmo e passo grande parte dos atletas que me passaram na descida, incluindo o Paulo e o Eurico. Queria aproveitar aqui para rolar, pois sabia que cerca do k10 havia nova descida muito técnica, para o Forte da Baralha e iria ter que abrandar bastante o ritmo aí.
Assim fiz, nessa descida abrandei bastante, e assim que cheguei lá abaixo sabia que a parte mais técnica da prova estava feita, depois era só rolar!! 
Segui em direcção ao Cabo Espichel onde estava o 3º abastecimento, e onde apanhei o Paulo e o Eurico. 
Seguimos juntos aqui pelas arribas em direcção à Praia da Foz na zona do Meco. Ritmo sereno e conversa animada, rapidamente chegámos ao 4º abastecimento. Encher flasks e comer um bocado de melancia e toca a andar!! 

Aqui a prova seguia por estradões e estava a tornar-se um pouco monótona... 
Cerca do k27 para ajudar a acabar com essa monotonia a ligadura que levava no pé esquerdo saiu um pouco do sítio e começou a magoar-me, cada passada era uma dor imensa. Assim que cheguei ao abastecimento ao k30 sentei-me imediatamente e saquei a ligadura fora. Problema resolvido, passei ao seguinte que foi hidratar e comer. A hidratação consistiu em quase uma garrafa de 1l despejada em cima de mim e encher os flasks! Aqui disse ao Paulo para seguir, ee está em grande forma, treinou imenso e era a 1ª Ultra dele. Cada 1 com os seus demónios, amigo não empata amigo e vemo-nos no final!! Eu já começava a antecipar o que aí vinha, começava a sentir os gémeos a acusar o cansaço acumulado das últimas semanas entre treinos puxados e provas, nomeadamente o EGT.
Segui com o Eurico pedreira acima, e depois a descida para Sesimbra onde se nos juntou também o Miguel Marques que estava também a fazer a sua estreia em Ultras,  que nos leva à entrada do trilho que vai para o castelo. Já fiz este trilho várias vezes, mas nunca me custou tanto como desta vez... Cada 1 a seu ritmo lá fomos como podíamos por ali acima, a meio ainda encontrámos o Francisco Monte que estava do lado da organização que vinha em sentido contrário a dar água a quem precisava. Finalmente atingimos o castelo, dirigi-me à pequena fonte que lá está e molhei-me todo. Aproveitei ainda para descansar um pouco, massajar os gémeos, e esticar as pernas. Depois ainda fui abastecer e comer qualquer coisa e segui. Faltavam cerca de 9k para o final, queria era acabar o mais rápido possível. Descida do castelo, atravessamento da estrada nacional e passamos para o lado de lá. Se no ano passado não gostei desta parte da prova, este ano muito menos, talvez tenha de ir ali treinar mais vezes mas não gosto daquele trilho! 
Chegado ao último abastecimento colocado no k38, enchi os flasks e segui rápido. Aqui já ia com muitas dificuldades em correr e mesmo a caminha não estava fácil, as dores nos gémeos estavam insuportáveis... 
Prossegui como consegui, o tempo passava e nunca mais chegava ao topo, ponto de viragem onde iria iniciar a última descida até à meta. Mas quando aí cheguei as coisas pouco mudaram, pois a descer também sentia dificuldades.. Não estava fácil, entrei na última descida em trilho e aqui, já com a meta ali ao fundo voltei a correr apesar das dores. Entro no alcatrão e olho para o relógio: falavam 7 minutos para as 6h de prova. Pensei, caraças tenho de lá chegar abaixo antes das 6h!! Disparei por ali abaixo e 4 minutos depois estava a cortar a meta lol


Já lá estavam o Eurico e o Paulo. Trocámos comprimentos, um grande abraço ao meu amigo Paulo que concluiu a sua 1ª Ultra com muita qualidade, Grande prova amigo!!



Pernas completamente "desfeitas", atirei-me para o chão e assim fiquei durante um bocado. Depois fui tentar comer alguma coisa, mas o abastecimento ali na meta, aquele que teria melhores condições para ser o melhor abastecimento não tinha praticamente NADA para comer.... inadmissível....

quinta-feira, 22 de junho de 2017

VII Ultra Trail de Sesimbra

Gosto de fazer as provas organizadas pel' O Mundo da Corrida, mas esta edição da prova realizada em Sesimbra desiludiu-me um pouco....


Depois da desistência no UTSM desmoralizei um pouco; os treinos diminuíram, a vontade era pouca, e os treinos que fiz só 1 ou 2 foram de se aproveitar, os outros andei a arrastar. Mas estava decidido a ir fazer esta prova. Terceira participação, 1ª vez na ultra, já que as outras 2 participações foram na prova mais pequena.

Tinha decidido como estratégia para a prova, ir com calma, nunca forçar e não ter pressa em nenhum abastecimento. Evitar olhar para o relógio e preocupar-me com tempos. Tinha mesmo comentado em casa que iam ser 60k para reflectir, tentar aprender a ouvir melhor o meu corpo e se possível, perceber melhor o que tinha acontecido em Portalegre.

Para evitar stresses no dia da prova, no dia anterior fui levantar o dorsal, processo que demorou menos de 5 minutos, e voltei para casa acabar de preparar a mochila!!
No dia 4 levantei-me com tempo, preparei-me e fiz a viagem de cerca de 25 minutos de casa até Sesimbra. Troquei de ténis ( não gosto de conduzir com os ténis de correr!! ) e fui para a zona da partida.

Depois de uns últimos ajustes e trocar umas palavras com algum pessoal conhecido, coloquei-me na zona de partida.

É dada ordem de partida e arranco tal como tinha planeado, sem pressas! Uns metros à frente apanho o Rui Nascimento e seguimos juntos na conversa.
Prova longa, a ser feia com calor e num local que conheço bem, onde tenho a vantagem de saber o que está a frente, seguimos num ritmo calmo. Passamos o Clube Naval, subida da pedreira a alternar trote ligeiro com caminhada, e entramos no trilho para a Ribeira do Cavalo.
Depois da entorse que sofri nos Montes Saloios, em trilhos mais técnicos vou sempre mais retraído e aqui, apesar de conhecer bem o trilho, não foi excepção, pelo que fiquei um pouco para trás do grupo com quem ia. Perdi esse grupo, mas a malta já se começa a conhecer e ainda mais numa prova "em casa", pelo que colei imediatamente ao Luisito Manguinhas e outro pessoal, e assim fizemos a subida do outro lado da Ribeira do Cavalo e até ao 2º abastecimento. No 1º não parei, porque era ainda só ao km4 e apenas de água, e ainda tinha os flasks cheios.
Aí, tal como havia planeado, fiquei com calma a trincar um pedaço de banana, laranja e beber água, enquanto a malta seguiu.
Entretanto chega o Rui e seguimos.

Nesta parte o percurso foi diferente este ano. Entre o 1º e 2º abastecimentos, devíamos seguir pelos trilhos mais abaixo tal como noutros anos, mas o ICNF não permitiu, pelo que me disseram num abastecimento quando falávamos disto. Sinceramente não percebo e não faz para mim qualquer sentido estes entraves que ano após ano colocam à realização de eventos na Serra. A Serra é de todos e todos nós que gostamos dela não devíamos ser privados do seu usufruto. Até porque, pessoas na serra é prevenção gratuita, mas há aqui algo que não entendo....
Como não fomos pelos trilhos, seguimos praticamente por estradões até à Azóia, à entrada do trilho da Chã dos Navegantes, que desce até ao forte da Baralha.
Este trilho tem significado para mim, pois foi das 1ªs caminhadas aqui na serra que fiz com a Ana Bela, numa das nossa aventuras de geocaching.
Forte da Baralha
 Como bom trilho técnico que é, aqui abrandei o ritmo e fui com mais cuidado, ficando sozinho, não faz mal, SIGA!!

Chegado ao forte, voltei a correr pelo trilho, agora era um instante até ao Cabo Espichel. Uns km à frente, depois de falar com a base aqui em casa, onde todos deram os Bons Dias e queriam saber se estava bem, apanho novamente o Rui, na companhia do Luisito. Só que as notícias não eram animadoras... Numa zona fácil, uma queda e ombro deslocado... Bombeiros chamados e a prova estava terminada para o Rui, a poucos dias da grande aventura em Andorra - boa recuperação, estás uma máquina e em Andorra vai correr bem ;).

Sigo com o Luisito até ao abastecimento, onde fiquei a tratar da alimentação e hidratação!! Passados uns 5' segui, sozinho, para a 1ª parte muito chata do percurso. Este segmento até ao próximo abastecimento foi uma seca, muitos trilhos de areia em direcção à praia do Meco e pior de tudo, muito mal marcado. Foram vários os pontos onde houve dúvidas no caminho a seguir, e inclusive no Meco junto ao café seguimos em frente e andámos desorientados à procura do caminho a seguir, quando deveríamos ter virado à direita mais atrás. Isto pessoalmente desanima-me um bocado, mas lá segui até ao abastecimento.
Aqui cheirava bem, havia bifanas quentinhas a sair e minis frescas para quem bebe!! Ora eu não bebo logo fquei-me pela água e isotónico, e as bifanas também não comi porque me lembrei do que tinha acontecido em Portalegre.... Comi do resto que lá havia!!!

Depois de uns minutos por lá, a comer e a conversar, segui caminho. O sol já começava a ficar quente, e aqui praticamente não há sombra... Vou gerindo a água dos flasks, e a que levo na mochila vou despejando sobre a cabeça, e vai resultando!!
Sigo sozinho, entretanto já falei novamente para casa, o que dá ainda mais ânimo! Este segmento até ao abastecimento da pedreira passou rápido, aquela descida ao chegar ao abastecimento é brutal, mas desta vez fi-la com calma, não por ir retraído por causa da entorse, mas porque ia com uma ligeira dor na perna que não me dava muita confiança para arriscar. Uma queda nesta descida, cheia de pedras pontiagudas pode ter consequências...

Depois de mais uma pausa neste abastecimento, segui pedreira acima. Chegado ao topo, é hora de soltar os cavalos estrada abaixo, até começar a subir para o castelo. E que desafio que é esta subida... Aqui começo a apanhar pessoal da caminhada e do trail curto que se vão desvando, e faço curtas pausas nalgumas zonas de sombra e onde correr uma aragem menos quente!! A subida é íngreme e há zonas que subo de mãos no chão, e rapidamente estou lá em cima. Ao lado do abastecimento há uma torneira, e é para lá que me dirijo!! Molho-me todo, cabeça cara braços pernas, encharco o chapéu e só depois me dirijo para a banca do abastecimento!!! Encho os flasks de agua, como e bebo e sigo.
Descer o castelo é fácil, mas depois de atravessar a estrada apanho ali uma zona chata, onde acabo por ter a impressão que vou enganado. Mas não, ia bem e sigo para o abastecimento. Ia com fome, pelo que assim que chegei agarrei-me a umas fatias de presunto, bolos, laranja, banana e coca-cola, qual banquete!!! Estive uns 10 minutos aqui, mas era necessário. Faltavam 15km apenas, mas a 2ª parte muito chata do percurso, pelos estradões do vale do risco. Aqui nesta parte foi onde fui um bocado mais abaixo, e fui alternando a corrida com caminhada. Dava a sensação que a distância para a meta não diminuía, e foi com alguma alegria que cheguei à subida da pedreira. Conheço muito bem esta subida, já a fiz imensas vezes mas a caminhar, nalgumas das mais interessantes aventuras de geocaching ue tive aqui na Serra. Do outro lado da encosta há trilhos fenomenais e praias fantásticas e isoladas, mas a prova não ia por aí. Chegados ao topo seguimos, já começa a cheirar a meta lá em baixo. Viramos em direcção ao triângulo - nunca percebi para que serve aquilo!! - e o abastecimento surge mais à frente. Entretanto já um voluntário tinha vindo ao nosso encontro com garrafas de água, e que bem que souberam!!
Mais uma vez no abastecimento comi e bebi, e só depois segui caminho. Agora ia ser sempre a descer até à meta, e assim foi. Rapidamente cheguei ao alcatrão e acelerei por ali abaixo, passando junto ao parque de estacionamento da prova, descer a escadaria quase a voar e chegar à meta a correr, bem e feliz. Feliz não porque tenha alcançado algum resultado extraordinário, mas porque a estratégia que defini para a prova funcionou a 100%. Acabei bem, sem ter tido qualquer tipo de problemas, e praticamente sem dores. Terminei com 7:31', mas segundo o Strava estive em movimento 6:44', o que dá cerca de 47' parado em abastecimentos!!!



E acabo tal como comecei o artigo: gosto das provas feitas por esta organização, mas este ano o problemas de marcações foi enorme. Arrancar alguém 1 ou 2 horas antes dos atletas pode ser uma solução para verificar e colocar fitas em falta, mas deveriam também rever a localização das mesmas nas mudanças de direcção e considerar colocar marcações ou no chão - fita balizadora - ou placas à altura dos olhos a informar a direcção a tomar. Estou certo que vão fazer por melhorar na próxima edição, e eu estarei lá para confirmar ;)
Outra coisa, que não tem impacto com a prova, mas os atletas gostam, este ano da Ultra, não vi fotos....  Posso ter visto mal, mas nem da chegada encontrei.

terça-feira, 7 de junho de 2016

VI Ultra Sesimbra - 21k


Quando, no ano passado, terminei os 21k, ficou praticamente ali decidido que este ano iria fazer a distância maior. No entanto, estava longe de imaginar o calvário que ia passar com a lesão, e no dia da prova, como tudo ia correr mal desde o acordar....


Esta prova tinha tudo para correr bem. Da lesão já não há sinais, o local é sobejamente conhecido, andava a treinar bem, e era a 1ª prova enquanto membro dos "Madruga Runners"! Só que....

As coisas ficaram preparadas desde o dia anterior, não me deitei muito tarde, mas de manhã não ouvi o despertador tocar. E ele toca várias vezes!!! Nunca me tinha acontecido, adormecer para uma prova. Normalmente, acordo até antes do despertador tocar. Mas não desta vez. Tínhamos combinado às 7.20, para irmos com tempo, sem stress. Acordei às 7.40, com o pessoal a ligar-me a perguntar onde estava...Sigam, eu vou lá ter!!

Levantei-me à pressa, equipei e comi qualquer coisa, quase sem mastigar. Esta pressa veio a ter resultados depois, já durante a prova, onde houve uma fase em que não ia muito bem.
Arranquei para Sesimbra, estacionei sem problemas - abençoado sejas Smart, que com o parque cheio consigo sempre um lugar!!! -  e corri para a secretaria levantar o dorsal.
Pronto. Ainda tive tempo de voltar ao carro e acabar de preparar, mas sempre em stress e sem nunca conseguir acalmar.

Fomos para a partida, onde já estava tudo concentrado, e apertado. Talvez pudessem repensar em como colocar os atletas antes da partida, porque grande maioria estava na lateral do pórtico, o que originou alguns empurrões quando foi dado o sinal.

Este ano havia uma novidade, que era em vez de ir logo pela marginal, irmos pela areia da praia e depois pelo passadiço de madeira. 


Não contava com esta incursão à areia, e deu ainda mais cabo de mim. Quando voltámos à marginal tentei estabilizar a pulsação, e o ritmo até chegar à 1ª subida e entrada no estradão, mas sem muito sucesso. Começava a ter a noção que não estava bem e que não ia ser fácil. 
Fiz a subida a caminhar, em passo acelerado, e voltei a correr quando entrámos no trilho que vai dar à Ribeira do Cavalo. Aqui ainda consegui ir sem alguns problemas, sempre em corrida até lá abaixo, mas depois na Subida do cascalho não consegui. Limitei-me a seguir atrás de outros atletas, sempre sem conseguir forçar uma ultrapassagem ou um passo mais acelerado. O tempo começava a abafar, e já transpirava muito. 
Chegado lá acima, voltei a correr, mas sempre sem conseguir aumentar o ritmo. Transpirava e sentia frio, e deixei-me ir a um ritmo lento ou simplesmente a caminhar quando não conseguia mais. 
Confesso que pensei em desistir. Não estava a desfrutar nada, em trilhos onde adoro correr...


Assim segui até ao 2º abastecimento. Parei, comi, despejei uma garrafa de água por cima de mim, e parece que teve efeito quase imediato. Senti-me melhor, os pensamentos mais negativos desapareceram e arranquei. 


Já conseguia imprimir um ritmo um pouco mais elevado, e segui, ainda que, na descida antes do 3º abastecimento,  onde ainda há semana e meia me diverti imenso a descer a um ritmo a que não estou muito habituado, tenha abrandado devido a umas tonturas que voltei a sentir. Cheguei ao 3º abastecimento, aquele onde já li várias críticas a dizer que foi negada comida aos atletas dos 21k. Aqui comi, bebi e despejei água em cima de mim, e ninguém negou nem a mim nem aos atletas que ali estavam naquele momento o que quer que fosse. Aliás, em todos os abastecimentos os voluntários foram de extrema simpatia, o que me leva a crer que não terá passado de um mal entendido.

Depois da pausa, segui pedreira acima, e em direcção ao castelo.Não há muito a dizer, não voltei a sentir tonturas e daqui até final foi a parte em que me senti melhor.


No final uma nota à organização, porque não se percebia bem se tínhamos de seguir pela praia ou pela marginal. Pelo que falei com outros atletas, vários foram os que foram pela areia até ao fim, quando o pretendido, acho que era ir pelo alcatrão - foi o que entendi pelas fitas.

Cortei a meta 2:23:00 depois, com um sentimento de enorme desilusão. Nunca me tinha sentido tão mal numa prova, ainda mais numa de apenas 21k.

Valeu a camaradagem da equipa, e ver os colegas Madrugas a terminarem o 1º Trail. 


sexta-feira, 8 de maio de 2015

V Ultra Trail de Sesimbra - 21k



O Trail de Bucelas em Fevereiro tinha sido o meu último, e dadas as circunstâncias na altura, correu bastante bem, pelo que era com muita ansiedade que aguardava pela data desta prova.

Aproveitando um passeio por aqueles lados no sábado, fui levantar o saco com o dorsal. Processo simples, que decorreu sem problemas. À noite, chegado a casa, preparei tudo com calma, para que nada faltasse no dia seguinte.


Domingo, acordei cedo, bem disposto, e com o tempo a ameaçar chuva. Banho, pequeno-almoço e pus-me a caminho, numa viagem que não durou mais que 25 minutos. Chegado a Sesimbra, estacionei no parque indicado pela organização sem problemas - aqui o facto de ter um Smart ajudou bastante!!!

Depois de equipado, dirigi-me calmamente para a zona de partida. Ainda tinha tempo, não havia razões para ter pressa e fui fazer o meu aquecimento. Faltavam pouco mais de 5 minutos para a hora da partida quando me dirigi para junto do pórtico. Últimos ajustes na mochila, fazer reset ao relógio um par de vezes, e aguardar com ansiedade pelo sinal de partida!!

Soa a ordem de partida, e arranca tudo pela marginal fora, num ritmo digno de corrida de estrada, mas ali era propício a isso. Vou bem, é um ritmo a que estou habituado, e sigo sem problemas até passar a zona da marina, onde começa a subir. 
Aqui decidi não forçar, e fazer o que tinha planeado para esta prova: correr lentamente ou caminhar a subir, e correr quando fosse mais a direito e a descer. 
Tudo ia dentro do suposto até entrar no trilho que nos ia levar até perto da praia da Ribeira do Cavalo.
 Aqui entrei com confiança. Já conhecia o trilho, já o tinha feito com o meu filhote Tomás às costas, sentado na mochila/cadeira das caminhadas, mas assim que pus os pés na rocha, apanhei o 1º susto... Os ténis parecia que tinham umas rodinhas por baixo! Outra rocha, outa tentativa, e mais rodinhas... Mau, isto assim não é nada bom.. E lá me vi obrigado a abrandar o passo, encostar para deixar passar os mais rápidos, e seguir o meu caminho a tentar não perder demasiado tempo, mas também a não esbardalhar ali todo...
E lá fui, até aparecer a grande parede... Bem, pensei que fosse custar mais, fi-la sem grandes dificuldades, e ao chegar ao topo, um trilho corrível, onde era possível esticar os músculos! Esta foi a 1ª parte divertida da prova!
A passar o 1º abastecimento, a fazer sinal que não queria água!!

Mais à frente, outro trilho conhecido das muitas caminhadas que já fiz por estas zonas, uma vez mais feito com muito cuidado, mas.... Não sei o que aconteceu, como aconteceu, quando dei por mim estava no chão, parecia que alguém me tinha passado uma rasteira! Terá sido algum "Espírito do Trail"??? 
Aqui o que mais me chateou não foi ter caído. É normal numa prova destas, e a queda, apesar de uns arranhões e os joelhos um pouco esfolados, não foi nada de especial. O que me deixou bastante chateado foi o "tipo" que vinha atrás de mim, com a pressa de passar, não sei se ainda tinha esperanças de ir ganhar a corrida, nem sequer se ter dignado a perguntar se eu estava bem, e quase me ter pisado para passar... Enfim, como alguém referiu num post no Facebook, "uma ovelha não faz o rebanho", e os companheiros que vinham atrás mostraram o verdadeiro Espírito do Trail, preocupados a saber se estava bem.

Depois de lavar os joelhos com água, lá prossegui. Ao início não conseguia ir muito rápido, mas fui recuperando e rapidamente voltei ao meu ritmo.
Segui sem problemas, a abrandar onde havia mais rochas, os ténis continuavam a escorregar muito, e a acelerar sempre que podia.
Não perdi muito tempo nos abastecimentos, também porque não senti necessidade disso. 
Depois de subir ao castelo, veio a parte da corrida onde me diverti imenso, ao descer de volta à vila. Aquele trilho era espectacular, e sem pedras no chão, pude descer à vontade, sem medos. BRUTAL!!!

De volta à marginal, foi num ápice que cheguei à meta. 2:39:58, acima daquilo que eu queria, mas dado que levava uns ténis com rodinhas, acabou por não ser mau! 
Medalha ao pescoço, uns alongamentos e comer um pouco do que havia à nossa espera, fui para a fila das merecidas, mas dolorosas massagens!


Fui desafiado para na próxima edição fazer os 60km's. Talvez os faça, a Arrábida será um bom local para me estrear numa Ultra, vamos ver!! Mas primeiro tenho de resolver a questão dos ténis!!!