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terça-feira, 12 de junho de 2018

VIII Ultra de Sesimbra

Pelo 4º ano consecutivo rumei a Sesimbra para participar nesta prova; nos 2 primeiros anos participei na versão mais curta, no ano passado e este ano na versão Ultra.


Dia da prova, saí de casa pouco mais de 1h antes da prova começar. Fui buscar o meu camarada Paulo Sousa que se ia estrear nas Ultras e seguimos viagem nas calmas. Cerca de uns 25 minutos depois estávamos a estacionar o carro. Colocar mochila e seguir para a partida nas calmas, ainda havia muito tempo!
Euipa OCS Proaventuras presente!

Na partida muitas caras conhecidas lembram que aqui corre-se em casa! Muitos elementos da equipa, muitos amigos, muitos conhecidos levam a que se esteja ali na conversa, a tirar fotos sem pensar muito no que está para vir! 

Pouco depois das 9h é dado o sinal de partida. Uma partida sempre rápida com a saída da praça da Califórnia e a entrada na marginal a descer, mas rapidamente o ritmo acalma quando derivamos da marginal para a areia. Na minha opinião esta derivação era completamente desnecessária, penso que não acrescenta nada e chateia logo ao início termos de ir pela areia da praia... adiante! Voltamos à estrada mais à frente e seguimos em direcção ao clube naval e a 1ª subida, para entrar no acesso para a praia da Ribeira do Cavalo. 


Nesta subida o ritmo abranda, meto a passo assim como a maioria do pessoal. Ainda vamos todos perto uns dos outros, o Paulo Alves um pouco à frente, depois eu e uns metros atrás vêm o Paulo Sousa e o Eurico. Entramos no acesso à praia da Ribeira do Cavalo e aqui abrando um pouco nas zonas que podem ser mais escorregadias; as solas dos Wings 8 já apresentam algum desgaste e a entorse que fiz no ESTRELA GRANDE TRAIL ainda não está completamente sarada, ainda sinto uma ligeira dor nalgumas situações. Sou passado por alguns atletas, mas não é importante, sigo no meu ritmo e assim que entramos na subida imediatamente a seguir tento aumentar um pouco a passada e passar alguns. 

Alcançado o topo aumento o ritmo e passo grande parte dos atletas que me passaram na descida, incluindo o Paulo e o Eurico. Queria aproveitar aqui para rolar, pois sabia que cerca do k10 havia nova descida muito técnica, para o Forte da Baralha e iria ter que abrandar bastante o ritmo aí.
Assim fiz, nessa descida abrandei bastante, e assim que cheguei lá abaixo sabia que a parte mais técnica da prova estava feita, depois era só rolar!! 
Segui em direcção ao Cabo Espichel onde estava o 3º abastecimento, e onde apanhei o Paulo e o Eurico. 
Seguimos juntos aqui pelas arribas em direcção à Praia da Foz na zona do Meco. Ritmo sereno e conversa animada, rapidamente chegámos ao 4º abastecimento. Encher flasks e comer um bocado de melancia e toca a andar!! 

Aqui a prova seguia por estradões e estava a tornar-se um pouco monótona... 
Cerca do k27 para ajudar a acabar com essa monotonia a ligadura que levava no pé esquerdo saiu um pouco do sítio e começou a magoar-me, cada passada era uma dor imensa. Assim que cheguei ao abastecimento ao k30 sentei-me imediatamente e saquei a ligadura fora. Problema resolvido, passei ao seguinte que foi hidratar e comer. A hidratação consistiu em quase uma garrafa de 1l despejada em cima de mim e encher os flasks! Aqui disse ao Paulo para seguir, ee está em grande forma, treinou imenso e era a 1ª Ultra dele. Cada 1 com os seus demónios, amigo não empata amigo e vemo-nos no final!! Eu já começava a antecipar o que aí vinha, começava a sentir os gémeos a acusar o cansaço acumulado das últimas semanas entre treinos puxados e provas, nomeadamente o EGT.
Segui com o Eurico pedreira acima, e depois a descida para Sesimbra onde se nos juntou também o Miguel Marques que estava também a fazer a sua estreia em Ultras,  que nos leva à entrada do trilho que vai para o castelo. Já fiz este trilho várias vezes, mas nunca me custou tanto como desta vez... Cada 1 a seu ritmo lá fomos como podíamos por ali acima, a meio ainda encontrámos o Francisco Monte que estava do lado da organização que vinha em sentido contrário a dar água a quem precisava. Finalmente atingimos o castelo, dirigi-me à pequena fonte que lá está e molhei-me todo. Aproveitei ainda para descansar um pouco, massajar os gémeos, e esticar as pernas. Depois ainda fui abastecer e comer qualquer coisa e segui. Faltavam cerca de 9k para o final, queria era acabar o mais rápido possível. Descida do castelo, atravessamento da estrada nacional e passamos para o lado de lá. Se no ano passado não gostei desta parte da prova, este ano muito menos, talvez tenha de ir ali treinar mais vezes mas não gosto daquele trilho! 
Chegado ao último abastecimento colocado no k38, enchi os flasks e segui rápido. Aqui já ia com muitas dificuldades em correr e mesmo a caminha não estava fácil, as dores nos gémeos estavam insuportáveis... 
Prossegui como consegui, o tempo passava e nunca mais chegava ao topo, ponto de viragem onde iria iniciar a última descida até à meta. Mas quando aí cheguei as coisas pouco mudaram, pois a descer também sentia dificuldades.. Não estava fácil, entrei na última descida em trilho e aqui, já com a meta ali ao fundo voltei a correr apesar das dores. Entro no alcatrão e olho para o relógio: falavam 7 minutos para as 6h de prova. Pensei, caraças tenho de lá chegar abaixo antes das 6h!! Disparei por ali abaixo e 4 minutos depois estava a cortar a meta lol


Já lá estavam o Eurico e o Paulo. Trocámos comprimentos, um grande abraço ao meu amigo Paulo que concluiu a sua 1ª Ultra com muita qualidade, Grande prova amigo!!



Pernas completamente "desfeitas", atirei-me para o chão e assim fiquei durante um bocado. Depois fui tentar comer alguma coisa, mas o abastecimento ali na meta, aquele que teria melhores condições para ser o melhor abastecimento não tinha praticamente NADA para comer.... inadmissível....

sábado, 12 de maio de 2018

30K Vale dos Barris - Bailado na lama!

A Arrábida é o meu local de eleição. Seja para treinar ou simplesmente para passear com família e amigos, a minha 1ª opção é sempre a mesma: Serra da Arrábida, local onde passo grande parte das manhãs dos domingos. Apesar disso, nunca tinha participado nos 30k de Vale dos Barris...


Não sei explicar o porquê, sempre que pensava nesta prova via uma prova muito rolante, sem grande dificuldade e realizada pelos estradões da Serra do Louro e Vale dos Barris. Nada mais errado, pelo menos este ano!!

A partida estava marcada para as 9h, cheguei ao local onde era a partida pelas 8h30'! Levantar o dorsal e ficar por ali na conversa com o pessoal da equipa até à hora de arrancar. Depois de uma pequena contagem, deu-se início a mais uma edição dos 30k de Vale dos Barris.

Arranque rápido, mas mantive-me perto do grupo da frente. Contudo, assim que passei a 1ª zona com mais lama, percebi que ia ser uma manhã "engraçada"!! Até cerca do km 4 mantive o ritmo que levava, mas depois decidi abrandar um pouco. Os ténis - a dúvida era entre estrear os Sense Ultra 2 ou levar os Wings 8, e optei pelos últimos - não estavam com aderência nenhuma, e sempre que apanhava um pouco mais de lama parecia que estava num escorrega!!

Assim num ritmo um pouco mais calmo e menos perigoso fui seguindo por trilhos bem conhecidos até chegar à Aldeia Grande e atravessar a N10. 

Depois um pouco à frente, cerca do km8 até ao k 10,5 entrámos em trilhos que eu não conhecia e com alguma tecnicidade, e onde os meus ténis hoje não estavam a ajudar nada e fazia aumentar o receio de alguma entorse. Aí fui com mais cautela, até chegar ao estradão no sopé da Vigia, zona já muito familiar! Foi com satisfação que cheguei à casa do Javali, local tão bem conhecido e onde começa a subida pela pedreira até à Vigia. Aí ainda pensei que fôssemos subir ao posto da vigia; apesar de no gráfico de altimetria só ir até cerca dos 200m, ao chegar ali já não batia certo o perfil do gráfico com o que estávamos a fazer, portanto..... Mas não, ao chegar a meio da subida virámos à esquerda e começámos a descer, e a meio dessa descida nova virada à direita, por um trilho aberto propositadamente para a prova e que, sinceramente não gostei de o fazer: preferia que nos tivessem deixado aproveitar a descida até ao fim!! Neste momento começou também a chover quase torrencialmente, e o impermeável... tinha ficado no carro pois claro!! O que vale é que foi chuva de pouca dura, a roupa seca rapidamente, mas deu para encharcar os trilhos e fazer um pouco mais de lama ainda! Houve subidas, pequenas rampas que se fazem facilmente, que era um passo para a frente e dois para trás! Estava a ser uma aventura nalguns locais!

E com isto, atravessamos Vale dos Barris e entramos na zona do Alcube. Aqui já com roupa seca, tempo seco, trilho largo e a descer, entro com demasiada confiança e não reparo que havia uma zona com pedra. Pois, está-se mesmo a ver o que aconteceu! Escorreguei e pumba, um bom par de trambolhões que me puseram a sangrar e cheio de dores no joelho direito e mão direita... ah, e uma valente capa de lama por cima do local onde sangrava!!Aquilo que temia quase desde o início acabou por acontecer, e segui a passo até chegar mais à frente a um atravessamento de um curso de água, onde aproveitei para lavar a pernas e mãos! A água não parecia muito limpa, mas sempre ouvi dizer que água corrente não faz mal!!
Depois desta pequena pausa lá segui, com alguma dificuldade em caminhar ainda, e a perna direita mais fraca dificultava a progressão num terreno já de si complicado. Aguentei-me assim um par de km até que fui voltando a conseguir correr. Com muito cuidado segui, mas sem conseguir evitar mais umas quantas quedas. Bem tentava nas descidas fugir à zona mais escorregadia, ir pelas ervas, mas havia zonas onde era quase impossível!!

E foi depois de mais umas quedas que entrei no estradão do Alcube, e um par de km depois cheguei ao abastecimento, onde parei e comi que já ia com fome!

Depois lá segui para os 9km finais, atravessar novamente a N10, Aldeia Grande e seguir em direcção à Comenda. No parque de merendas aproveitei para lavar novamente o joelho, aqui já com água limpa! Aqui estava a cerca de 3km do final, faltava apenas a subida final para cortar a meta.

3h55' depois da partida acabei a prova. Não fiquei satisfeito com o tempo final pois esperava fazer no máximo cerca de 3h30', mas depois da queda que dei não havia mesmo maneira de arriscar e os últimos 14k foram feitos a um ritmo muito calmo! O EGT é já daqui a dias e é mais importante. Fiquei no entanto satisfeito porque não senti nenhuma quebra física, o corpo transmitiu sempre boas sensações.

Em relação à organização, há vários pontos que devem melhorar para próximas edições: o perfil disponibilizado não correspondeu com o que fizemos, os abastecimentos não estavam nos locais indicados e as marcações houve vários locais onde ficámos na dúvida para onde seguir.





quinta-feira, 22 de junho de 2017

VII Ultra Trail de Sesimbra

Gosto de fazer as provas organizadas pel' O Mundo da Corrida, mas esta edição da prova realizada em Sesimbra desiludiu-me um pouco....


Depois da desistência no UTSM desmoralizei um pouco; os treinos diminuíram, a vontade era pouca, e os treinos que fiz só 1 ou 2 foram de se aproveitar, os outros andei a arrastar. Mas estava decidido a ir fazer esta prova. Terceira participação, 1ª vez na ultra, já que as outras 2 participações foram na prova mais pequena.

Tinha decidido como estratégia para a prova, ir com calma, nunca forçar e não ter pressa em nenhum abastecimento. Evitar olhar para o relógio e preocupar-me com tempos. Tinha mesmo comentado em casa que iam ser 60k para reflectir, tentar aprender a ouvir melhor o meu corpo e se possível, perceber melhor o que tinha acontecido em Portalegre.

Para evitar stresses no dia da prova, no dia anterior fui levantar o dorsal, processo que demorou menos de 5 minutos, e voltei para casa acabar de preparar a mochila!!
No dia 4 levantei-me com tempo, preparei-me e fiz a viagem de cerca de 25 minutos de casa até Sesimbra. Troquei de ténis ( não gosto de conduzir com os ténis de correr!! ) e fui para a zona da partida.

Depois de uns últimos ajustes e trocar umas palavras com algum pessoal conhecido, coloquei-me na zona de partida.

É dada ordem de partida e arranco tal como tinha planeado, sem pressas! Uns metros à frente apanho o Rui Nascimento e seguimos juntos na conversa.
Prova longa, a ser feia com calor e num local que conheço bem, onde tenho a vantagem de saber o que está a frente, seguimos num ritmo calmo. Passamos o Clube Naval, subida da pedreira a alternar trote ligeiro com caminhada, e entramos no trilho para a Ribeira do Cavalo.
Depois da entorse que sofri nos Montes Saloios, em trilhos mais técnicos vou sempre mais retraído e aqui, apesar de conhecer bem o trilho, não foi excepção, pelo que fiquei um pouco para trás do grupo com quem ia. Perdi esse grupo, mas a malta já se começa a conhecer e ainda mais numa prova "em casa", pelo que colei imediatamente ao Luisito Manguinhas e outro pessoal, e assim fizemos a subida do outro lado da Ribeira do Cavalo e até ao 2º abastecimento. No 1º não parei, porque era ainda só ao km4 e apenas de água, e ainda tinha os flasks cheios.
Aí, tal como havia planeado, fiquei com calma a trincar um pedaço de banana, laranja e beber água, enquanto a malta seguiu.
Entretanto chega o Rui e seguimos.

Nesta parte o percurso foi diferente este ano. Entre o 1º e 2º abastecimentos, devíamos seguir pelos trilhos mais abaixo tal como noutros anos, mas o ICNF não permitiu, pelo que me disseram num abastecimento quando falávamos disto. Sinceramente não percebo e não faz para mim qualquer sentido estes entraves que ano após ano colocam à realização de eventos na Serra. A Serra é de todos e todos nós que gostamos dela não devíamos ser privados do seu usufruto. Até porque, pessoas na serra é prevenção gratuita, mas há aqui algo que não entendo....
Como não fomos pelos trilhos, seguimos praticamente por estradões até à Azóia, à entrada do trilho da Chã dos Navegantes, que desce até ao forte da Baralha.
Este trilho tem significado para mim, pois foi das 1ªs caminhadas aqui na serra que fiz com a Ana Bela, numa das nossa aventuras de geocaching.
Forte da Baralha
 Como bom trilho técnico que é, aqui abrandei o ritmo e fui com mais cuidado, ficando sozinho, não faz mal, SIGA!!

Chegado ao forte, voltei a correr pelo trilho, agora era um instante até ao Cabo Espichel. Uns km à frente, depois de falar com a base aqui em casa, onde todos deram os Bons Dias e queriam saber se estava bem, apanho novamente o Rui, na companhia do Luisito. Só que as notícias não eram animadoras... Numa zona fácil, uma queda e ombro deslocado... Bombeiros chamados e a prova estava terminada para o Rui, a poucos dias da grande aventura em Andorra - boa recuperação, estás uma máquina e em Andorra vai correr bem ;).

Sigo com o Luisito até ao abastecimento, onde fiquei a tratar da alimentação e hidratação!! Passados uns 5' segui, sozinho, para a 1ª parte muito chata do percurso. Este segmento até ao próximo abastecimento foi uma seca, muitos trilhos de areia em direcção à praia do Meco e pior de tudo, muito mal marcado. Foram vários os pontos onde houve dúvidas no caminho a seguir, e inclusive no Meco junto ao café seguimos em frente e andámos desorientados à procura do caminho a seguir, quando deveríamos ter virado à direita mais atrás. Isto pessoalmente desanima-me um bocado, mas lá segui até ao abastecimento.
Aqui cheirava bem, havia bifanas quentinhas a sair e minis frescas para quem bebe!! Ora eu não bebo logo fquei-me pela água e isotónico, e as bifanas também não comi porque me lembrei do que tinha acontecido em Portalegre.... Comi do resto que lá havia!!!

Depois de uns minutos por lá, a comer e a conversar, segui caminho. O sol já começava a ficar quente, e aqui praticamente não há sombra... Vou gerindo a água dos flasks, e a que levo na mochila vou despejando sobre a cabeça, e vai resultando!!
Sigo sozinho, entretanto já falei novamente para casa, o que dá ainda mais ânimo! Este segmento até ao abastecimento da pedreira passou rápido, aquela descida ao chegar ao abastecimento é brutal, mas desta vez fi-la com calma, não por ir retraído por causa da entorse, mas porque ia com uma ligeira dor na perna que não me dava muita confiança para arriscar. Uma queda nesta descida, cheia de pedras pontiagudas pode ter consequências...

Depois de mais uma pausa neste abastecimento, segui pedreira acima. Chegado ao topo, é hora de soltar os cavalos estrada abaixo, até começar a subir para o castelo. E que desafio que é esta subida... Aqui começo a apanhar pessoal da caminhada e do trail curto que se vão desvando, e faço curtas pausas nalgumas zonas de sombra e onde correr uma aragem menos quente!! A subida é íngreme e há zonas que subo de mãos no chão, e rapidamente estou lá em cima. Ao lado do abastecimento há uma torneira, e é para lá que me dirijo!! Molho-me todo, cabeça cara braços pernas, encharco o chapéu e só depois me dirijo para a banca do abastecimento!!! Encho os flasks de agua, como e bebo e sigo.
Descer o castelo é fácil, mas depois de atravessar a estrada apanho ali uma zona chata, onde acabo por ter a impressão que vou enganado. Mas não, ia bem e sigo para o abastecimento. Ia com fome, pelo que assim que chegei agarrei-me a umas fatias de presunto, bolos, laranja, banana e coca-cola, qual banquete!!! Estive uns 10 minutos aqui, mas era necessário. Faltavam 15km apenas, mas a 2ª parte muito chata do percurso, pelos estradões do vale do risco. Aqui nesta parte foi onde fui um bocado mais abaixo, e fui alternando a corrida com caminhada. Dava a sensação que a distância para a meta não diminuía, e foi com alguma alegria que cheguei à subida da pedreira. Conheço muito bem esta subida, já a fiz imensas vezes mas a caminhar, nalgumas das mais interessantes aventuras de geocaching ue tive aqui na Serra. Do outro lado da encosta há trilhos fenomenais e praias fantásticas e isoladas, mas a prova não ia por aí. Chegados ao topo seguimos, já começa a cheirar a meta lá em baixo. Viramos em direcção ao triângulo - nunca percebi para que serve aquilo!! - e o abastecimento surge mais à frente. Entretanto já um voluntário tinha vindo ao nosso encontro com garrafas de água, e que bem que souberam!!
Mais uma vez no abastecimento comi e bebi, e só depois segui caminho. Agora ia ser sempre a descer até à meta, e assim foi. Rapidamente cheguei ao alcatrão e acelerei por ali abaixo, passando junto ao parque de estacionamento da prova, descer a escadaria quase a voar e chegar à meta a correr, bem e feliz. Feliz não porque tenha alcançado algum resultado extraordinário, mas porque a estratégia que defini para a prova funcionou a 100%. Acabei bem, sem ter tido qualquer tipo de problemas, e praticamente sem dores. Terminei com 7:31', mas segundo o Strava estive em movimento 6:44', o que dá cerca de 47' parado em abastecimentos!!!



E acabo tal como comecei o artigo: gosto das provas feitas por esta organização, mas este ano o problemas de marcações foi enorme. Arrancar alguém 1 ou 2 horas antes dos atletas pode ser uma solução para verificar e colocar fitas em falta, mas deveriam também rever a localização das mesmas nas mudanças de direcção e considerar colocar marcações ou no chão - fita balizadora - ou placas à altura dos olhos a informar a direcção a tomar. Estou certo que vão fazer por melhorar na próxima edição, e eu estarei lá para confirmar ;)
Outra coisa, que não tem impacto com a prova, mas os atletas gostam, este ano da Ultra, não vi fotos....  Posso ter visto mal, mas nem da chegada encontrei.

sábado, 22 de outubro de 2016

IV DuraTrail 2016



No ano passado queria ter participado nesta prova. Custou-me imenso não ir, uma prova na Arrábida, mas era apenas a 15 dias do grande objectivo do ano, a Maratona de Lisboa e não quis arriscar uma lesão que iria deitar tudo por terra.

Este ano, decidi que tinha de ir, mas havia um problema: era na semana a seguir à Maratona de Lisboa, 2 semanas apenas depois do Grande Trail Serra D'Arga....
Inscrevi-me para os 28k, mas até aos últimos dias andou sempre no pensamento ir fazer os 53k. Ganhou o bom senso.. Sei que os conseguiria fazer, mas depois das provas das 2 últimas semanas, não iria desfrutar da melhor maneira da Arrábida.

Dia da prova, cedo, lá vão os 3 madrugas, eu, o João "KJ" Carapinha e o Paulo Sousa :)
Levantamento de dorsais sem problemas, volta ao carro para acabar de equipar e toca de ir para a caixa de partida que a hora aproxima-se.

Tinha decidido fazer a prova com cabeça, MESMO!! Não me podia entusiasmar! Conhecia praticamente todos os trilhos por onde íamos passar, conhecia as grandes subidas que iríamos enfrentar, e sabia que se abusasse ao início ia sofrer desnecessariamente para o final.
Dada a partida simbólica, lá fomos em pelotão até à partida real, junto à Av Luísa Todi. Saí do PUA no último quarto do pelotão, mas consegui posicionar-me mais à frente para a partida que interessava.

Partida real dada, e arranquei calmo. Já se sabe que o 1º km é sempre rápido, mas rapidamente acalmei e segui ao meu ritmo. A táctica passava por ir a trote sempre que possível nas subidas, e foi isso que fiz logo aos 700m, na subida que nos levava para perto do forte de São Filipe. Entrada nos trilhos, e tive de me aguentar um pouco atrás de um grupo de atletas, que passei assim que me foi possível. Ia em trilhos que conheço bem, por isso sabia que logo à frente havia uma subida curta, mas com alguma inclinação, e depois do Moinho dos Campistas, um trilho a descer em que não queria apanhar atletas à minha frente. E assim foi, conhecendo bem o que tinha pela frente, fui passando atletas e divertindo-me bastante pelos fantásticos trilhos.

Ia tudo a correr maravilhosamente, quando ao quilómetro 9, um percurso que até então estava marcado de forma excelente, e no restante também não deixa queixas, tem ali uma falha enorme, que na minha opinião não pode acontecer: numa descida grande, em que vamos concentrados em descer rápido sem nos esbadalharmos por ali abaixo, sensivelmente a meio, tínhamos de virar à direita. Havia fitas no caminho à direita, mas não havia nada nem ninguém a bloquear o caminho em frente. Ia com outro atleta, e apenas dei conta que tínhamos de virar para a direita porque olhei ligeiramente para o lado.
Era para virar à direita, e não seguir em frente

Comentámos que muitos atletas ali iriam seguir em frente, e seria chato terem de voltar atrás e subir aquilo tudo.Pois, mas o que aconteceu foi que quem seguiu em frente, continuou, e quando chegámos ao abastecimento que era logo à frente, nós que até iríamos bem classificados e não com muitos atletas à nossa frente, encontrámos uma enorme multidão de volta das mesas, sem contar com os que, segundo o João da minha equipa, já teriam seguido ou nem parado no abastecimento.
Fiquei fulo, bastante. Mal lhe respondi, bebi um copo de água e segui.
Logo a seguir ao abastecimento havia talvez a pior subida da prova, a Durassaurus, mas da forma como ia chateado entrei na subida a correr, e segui a trote quase até ao fim. 

Rapidamente e bem cheguei ao 2º abastecimento, que foi onde me demorei mais. Comi, bebi e molhei a cabeça com água fresquinha, e segui. 
Ia com boas sensações, na serra que adoro, trilhos que conheço bem, a divertir-me bastante. 

Estava a cumprir com o planeado, com uma gestão de ritmo irrepreensível, e num salto estava na toca dos javalis, e dali à meta era sempre a descer :)

Apesar de ter feito 2 provas grandes nas semanas anteriores, senti-me sempre bem, sem nunca notar demasiado o cansaço, e com grande satisfação cumpri mais esta meta.

3h18', não sendo um tempo excepcional, considero que foi um bom tempo, o que valeu na classificação final um 56º lugar da geral.
Organização excepcional que, infelizmente, ficou manchada com aquele episódio. Felizmente sei que vão fazer os possíveis para que não se volte a repetir, pelo que para o ano lá estarei novamente, na Ultra!