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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Rock'n'Roll Maratona de Lisboa 2016

Cada vez gosto mais de Trail, mas terminar a prova rainha é uma sensação indescritível.

Ao contrário da participação na maratona do ano passado, a minha 1ª, este ano não há tanto para contar!
Até ao último dia de inscrições estava na dúvida se ia fazer a maratona ou não. Uma semana antes ia fazer os 53k do Grande Trail Serra D'Arga, pelo que corria o risco de não estar nas melhores condições para esta prova. Ainda assim, inscrevi-me!! 
No ano passado fiz a maratona, a 1ª, e adorei. Cortar aquela meta é uma sensação brutal, e este ano não resisti ao chamamento!

A semana anterior à prova foi essencialmente de recuperação. 3k lentos na segunda-feira, e 4 na sexta. No domingo foi sem qualquer pressão que me dirigi para Cascais. O plano era gerir dentro do possível, e chegar ao fim.

Tal como no ano passado, o carro ficou em Algés, e segui de comboio para Cascais. Lá chegado, dirigir para a zona da partida e tratar da logística: wc, equipar, levar o saco para o camião, aquecer e ir para a caixa de partida.

Tal como no ano passado, tinha como companheiro de maratona o Nuno Oiveira: para o ano vamos à terceira?!

Após uns minutos de espera, dá-se a tão aguardada partida. Este ano pareceu estar mais gente, e por isso uma partida mais lenta e confusa. Feito o primeiro km, o pelotão começa a alargar e a haver aos poucos mais espaço para correr. Vamos os dois juntos e a controlar mutuamente o ritmo: quando um se entusiasma, o outro mete travão!!

Por volta do km13 tenho de fazer uma pequena paragem para aliviar a bexiga, e perco o grupo onde íamos, junto do balão das 3h30'. Depois de voltar a tentação era acelerar para os poder apanhar, mas isso poderia ter repercussões negativas mais à frente, pelo que segui no meu ritmo sozinho.
Ao chegar à zona de Belém voltei a apanhá-los, o Nuno diz que vai com uma ligeira dor, e para eu seguir, e assim fiz. Ia a sentir-me bastante bem, e talvez tenha exagerado no ritmo nesta parte, mas o corpo e a adrenalina estavam a pedir, e eu deixei-me ir. E assim segui até cerca do km28, onde, seguindo o plano que havia traçado, devia comer uma barra que levava comigo. Abrandei, e a certo ponto fui a caminhar, para poder comer e beber. Lembro-me bem do ano passado que custou-me bastante a fazer aqueles km a seguir a Santa Apolónia, por isso este ano queria ter energia para passar essa zona sem o mesmo custo.
Voltei a correr, não tão rápido como antes, mas num ritmo mais calmo agora; as pernas já começavam a acusar o cansaço acumulado.
Passei Santa Apolónia, e o encontro com os atletas da meia-maratona... esta é a parte que mais desgosto nesta prova. Aqui vamos já com 33/34 quilómetros, muito mais lentos que os atletas da meia, e somos completamente engolidos pelo pelotão.

Prossegui ao meu ritmo calmo e cheguei finalmente à zona do Parque das Nações.
Assim que entro na Av D João II, com o apoio do público dos 2 lados, esqueci o cansaço, a meta era já ali à frente e acelerei por ali fora!!


Corto a meta com o tempo de 3h38'. Uma semana depois de fazer 58k na Serra D'Arga, consegui fazer a maratona de Lisboa, terminar em melhores condições e retirar cerca de 20' ao tempo do ano passado!!





sexta-feira, 15 de julho de 2016

III Seixal Night Run - A prova quase perfeita


"O 1º km foi feito num ritmo altíssimo, 3:40/km, e o 2º a 3:55/km. Era a loucura,"



A Seixal Night Run foi praticamente há 2 semanas, mas tenho andado com uma preguiça enorme para escrever.

Pelo 3º ano consecutivo realizou-se esta corrida junto à bela baía do Seixal, e pelo 3º ano participei, nesta corrida pela qual tenho um carinho especial, pois foi a minha 1ª prova.
Este ano com o centro do evento noutro local, mais amplo, espaçoso, bonito, junto ao Cacilheiro, uma excelente alteração por parte da organização.
Era aqui que se localizava a prova este ano

Os dorsais eram levantados nos dias anteriores, pelo que no dia do evento não havia filas para o levantamento dos mesmos.

Chegamos cedo, por volta das 21h, estacionamos e fomos para junto da partida, onde ainda estava a decorrer a Kids Night Run.
Pelas 21.30 iniciava-se a caminhada, de 6km pela marginal, onde a Bela, os miúdos, e os cunhados Hélder, Lurdes e os nossos sobrinhos iam participar. Acompanhei-os durante um bocado, e depois eu, a Bela e os miúdos ficámos à espera que voltassem, pois a caminhada ainda era longa para os pequenitos.

Por volta das 22:10 comecei a fazer o meu aquecimento, nas calmas, e dirigi-me para o local da partida. Aguardei calmamente pelo sinal de partida, aproveitando para conversar com pessoal conhecido. Dá gosto ver o crescimento que esta prova está a ter, e a própria envolvência da população, com muita gente a assistir e a apoiar.

Sensivelmente pelas 22:30 soou a partida, e arranquei. O 1º km foi feito num ritmo altíssimo, 3:40/km, e o 2º a 3:55/km. Era a loucura, ia junto ao grupo da frente, mas ao entrar na zona velha do Seixal começa a dar-me dor de burro. Abrandei um pouco, o que deu num 3º km a 4:17/km.
Abrandei e fui apanhado pelo pelotão!

 Depois de acalmar a respiração e a dor abrandar, aumentei novamente o ritmo, o que fez os próximos km a 4:09, 4;10 e 4:06. Sentia-me bem, e apenas no 7º km senti necessidade de abrandar um pouco, o que deu 4:23/km. No seguinte e último voltei a acelerar e acabei a prova com 33:19, com um ritmo médio de 4:07/km.

Chamei-a depois, quando partilhei a corrida no Strava, de “A prova quase perfeita.”. E era de facto, não fosse a dor de burro que senti durante um bocado. Fiquei surpreso pelo ritmo alto que consegui meter praticamente durante toda a prova, o que mostra que começam a aparecer resultados de acordar às 5:20 da manhã, e que a melhor forma estará à vista.


Por alguma razão que desconheço o meu nome não aparece na classificação. Tentei por várias vias contactar a organização, mas nunca obtive qualquer resposta. De qualquer forma, o que para mim interessa é o desempenho que tive, e olhando para a classificação, sei que fiquei nos 30 primeiros, pois acabei lado a lado com a Amélia Costa, que aparece em 28º. É de lamentar, pelo menos uma resposta, uma explicação deviam dar…
A terminar.
CCR Alto do Moinho em grande!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Ericeira Trail Run 2015 - Será que alguma coisa podia correr pior??




Nos últimos dias não treinei tanto quanto queria.
Nos últimos com os 2 miúdos adoentados, não descansei o que devia.
Apanhei uma constipação na passada 5ª feira..
Na 6ª feira à noite ainda estava na dúvida se preparava as coisas para sábado ou não... mas lá acabei por preparar a mochila, dormir meia dúzia de horas e à hora marcada estar no local combinado com o Paulo para seguirmos para a Ericeira.

A viagem correu sem sobressaltos, e com os dorsais já levantados na Pro Runner, e depois de chegar, fomos para o edifício do secretariado para nos abrigarmos do frio.
Depois de nos equiparmos, voltámos para este edifício, para ouvir o briefing. Ouvir, ou tentar ouvir, porque as pessoas a falar não deixavam ouvir em condições as indicações que nos eram dadas...
O controlo zero, que era suposto haver, não houve.

Perto da hora da partida, que segundo o regulamento seria impreterivelmente às 8, fomos encaminhados para a zona de partida, ladeados por umas barreiras de plástico. No sistema de som só se ouvia o responsável repetir que nos primeiros metros o iríamos acompanhar, e que não o podíamos passar. Após várias repetições desta indicação, só dei conta de começar tudo a correr, sem ouvir qualquer tiro de partida. Sinceramente, não percebi esta partida, e não gostei.

Logo nos primeiros km comecei a sentir algumas dificuldades. O vento que se fazia sentir era bastante, e com o nariz tapado, tinha bastantes dificuldades em respirar. Com o corta-vento vestido sentia calor, e sem ele não conseguia ir, com o frio... Aos 7/8 km lá consegui aguentar sem ele e assim seguir. Nesta altura já me sentia melhor, e cheguei bem ao 2º abastecimento, apesar de cheio de fome. Aqui demorei-me sem me preocupar com o tempo, comi o que achei necessário para ficar sem fome, e depois lá segui.

Passados uns km voltei a sentir dificuldades, e desta vez, por volta do km 30/31, bati no fundo. Senti-me sem forças para continuar, e estava decidido a desistir no abastecimento seguinte, no km 35. Caminhei durante alguns km, sozinho, e a decisão parecia estar tomada, até que tentei voltar a correr, o que consegui, apesar de alguma dificuldade. Adiei a decisão para o abastecimento, e aí descansei comi e bebi, e decidi que ia tentar chegar ao próximo, 8 ou 9 km depois...

Neste segmento consegui correr mais que antes, e chegado ao último abastecimento, a cerca de 8km da meta, não havia motivos para não seguir até ao fim!! Este segmento foi fácil, sempre estradão e a descer até à Ericeira.

7h14m depois da partida, cortei a meta. Custou bastante nalguns momentos, levei em cheio com a marreta, mas consegui terminar. Terminar foi mesmo o mais positivo, porque de resto quase tudo correu mal, Nem o relógio gravou o percurso da prova....

Em relação à prova/organização, sinceramente não gostei. Como já referi, não percebi a partida, acho que durante o percurso poderiam haver mais elementos do staff, não vi nenhum meio de assistência em todo o percurso, e apenas num cruzamento um elemento da GNR, quando passámos vários cruzamentos com trânsito. Falhas muito graves, na minha opinião. Na parte final, a passagem pela praia dos pescadores, também nada vem acrescentar à prova, bem pelo contrário, não percebi a necessidade de nos enviarem pela praia, o que apenas serviu para massacrar na areia e na subida final..

sábado, 14 de novembro de 2015

"Mini" I Ultra Trail Serra de Grândola

"...para os 50k apenas 32 atletas se inscreveram. E desses, 4 não compareceram na linha de partida, pelo que era um pelotão super pequeno que ia enfrentar a Serra de Grândola. Uma "mini" Ultra, portanto!!"


4.30 toca o despertador. Deixo tocar uma segunda vez, passados 5 minutos, e levanto-me. Acordo bem, sem sono, e não quero acordar ninguém em casa. Vou tomar um banho rápido, e visto-me. Toda a roupa, bem como tudo que é para levar, está preparado de véspera no "quarto das visitas". Não há motivos para perder tempo, ou para esquecer alguma coisa. As coisas para o pequeno-almoço também estão preparadas na mesa da cozinha, pelo que é sem sobressaltos que me preparo para sair. Saio de casa satisfeito, tudo está a correr bem, tal como a viagem até Grândola, de cerca de 100km feitos em 45 minutos.
Viagem calminha
Chegado a Grândola, estaciono no parque junto ao Parque de Feiras e Exposições, local onde estava situada a tenda para levantamento de dorsais. Processo decorreu sem problemas, e recebo um saco com dorsal, chip, uma t-shirt e algumas lembranças alusivas ao concelho de Grândola. E uma entrada para a Feira do Chocolate, a decorrer naquele espaço por aqueles dias!!
Volto ao carro e preparo-me. Faltavam cerca de 20 minutos para a hora de partida e dirijo-me para o local, a cerca de 200m, para efectuar aquecimento e o controlo zero.

Quando tive conhecimento desta prova, na altura que foi lançada, confesso que fiquei de pé atrás. 1ª edição, o regulamento apresentava, a meu ver, algumas falhas graves, como por exemplo a indicação de que haveriam apenas 3 abastecimentos, não ter a indicação de haver um prémio para quem terminasse - sim, eu gosto de ficar com uma lembrança! - e o valor pedido pela inscrição, fizeram com que demorasse a me convencer a fazer a inscrição - coisa que fiz apenas no último dia da fase mais barata. Não sei se terá sido por isso, mas para os 50k apenas 32 atletas se inscreveram. E desses, 4 não compareceram na linha de partida, pelo que era um pelotão super pequeno que ia enfrentar a Serra de Grândola. Uma "mini" Ultra, portanto!!

É dada a partida e arrancamos. Até  ao km2 vamos seguir atrás de uma viatura da GNR, altura em que entraremos em terra.
 

Esses 2 km foram feitos a um ritmo a rondar os 4.50, mas depois de entrar na serra, decidi seguir o plano que traço sempre para estas provas, que passa essencialmente por não me entusiasmar demasiado no início, caminhar a passo rápido nas subidas e correr quando é plano e a descer.
E assim foi, depois de estabilizar o ritmo e a respiração, segui descontraído. 

Um dos motivos que ajudava a ir sem preocupações eram as marcações. Nesta prova, estiveram irrepreensíveis, do melhor que já vi. 




A nível de percurso, era quase sempre estradão, Quando não estávamos nos topos dos montes, era bastante agradável correr, pois a tecnicidade era mínima e a envolvência era muito boa, com vegetação verde à nossa volta e um ambiente fresco que sabia bastante bem. 
Como sugestão para a próxima edição, gostava de referir que se calhar houveram demasiadas subidas "forçadas", fora de trilhos e pelo meio da vegetação, apenas a seguir fitas, e nada de single tracks e trilhos técnicos. Um aspecto muito importante na minha opinião, a rever.

Nos últimos tempos, mais precisamente após a Maratona de Lisboa, que não tenho treinado tanto e como devia. Não voltei à serra, porque os fins-de-semana têm sido ocupados; durante a semana e depois de sair do trabalho há coisas para fazer, pelo que tenho saído para treinar pelas 11 da noite.. à vezes sem vontade nenhuma, e com o corpo já só a pedir descanso e uma cama... Por tudo isto, foi sem grande surpresa que entre o km 25 e o 28 comecei a sentir algumas dificuldades. A subir já me custava bastante a avançar, e mesmo em terrenos mais planos ou a descer sentia algumas dores...
Fui seguindo nas calmas, ora sozinho, ora na companhia do amigo Hugo Caldeira, e mais tarde do Luís Matos, que se juntou a nós e assim seguimos até final-
Quase a chegar!!!
Acabámos juntos (quando houver foto adiciono!), porque se nos fomos a apoiar uns aos outros quando já não haviam forças, então não nos íamos separar quando estivéssemos a chegar à meta. São estas pequenas diferenças que fazem a grande diferença entre as provas de estrada e o trail. O cronómetro marcava 7:02:01.

Acabei a prova em piores condições que o Ultra Trail do Monte da Lua ou a maratona, o que serve como um alerta, porque se quero colocar em prática aquilo que trago na cabeça para os próximos tempos, não pode haver tanto relaxamento e os treinos têm de começar a ser mais duros...

Em relação a esta prova, para o ano volto! Depois do cepticismo inicial, tudo me surpreendeu pela positiva. É óbvio que há pontos a melhorar, tais como o percurso ter zonas mais técnicas e menos subidas pelo meio de nada, ou os abastecimentos, que foram os suficientes em qualidade e quantidade, mas, e tal como disse a membros da organização ou na página do evento no Facebook, não faz sentido ter abastecimentos aos 16k e depois só aos 32k, com o seguinte aos 44,5. e a prova a acabar 3km depois!! 
No final, estando a prova integrada na Feira do Chocolate, não dava para colocar a meta junto à entrada ou  mesmo no interior do recinto? Era uma forma de, pelo menos na chegada, haver mais apoio para os atletas.
Estes são pontos que serão de fácil resolução, e a prova terá tudo para se tornar uma referência.
E todo o pessoal da organização, desde o levantamento do dorsal, abastecimentos e no final, super simpático e prestável, 5***** mesmo.

Agora, segue-se dia 19 de Dezembro o Ericeira Trail Run, pelo que se quero que corra melhor, tenho de até lá treinar melhor também...


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

18ª Meia Maratona da Moita


Esta prova não estava nos planos. Para ser sincero, e apesar de ser aqui perto de casa, tinha passado completamente ao lado, talvez em muito devido ao facto de cada vez mais estas provas de estrada populares me seduzirem menos.
Contudo, o repto lançado pelo CCRAM, o clube pelo qual eu corro, fez com que me inscrevesse na prova. Acabou também por servir como último treino longo, o último teste antes do desafio do próximo domingo, a Maratona de Lisboa.



Deste modo, no domingo pelas 9h e pouco cheguei à Moita. Tinha muito tempo ainda, o suficiente para ir buscar o dorsal que estava com o staff da equipa, e fazer o aquecimento convenientemente. O tempo é que não estava a ajudar nada... Céu escuro, com períodos de chuva forte e vento, e bastante abafado. Estava no carro a preparar as coisas, já decidido a correr apenas com a camisola do clube, quando começou a chover muito e vento forte. Mau... lá decidi a vestir uma camisola de mangas por baixo, escolha que se revelou errada...

Perto das 10.30 dirigi-me para a zona de partida, e logo aqui comecei a arrepender-me de ter vestido a camisola... Ambiente abafado, ainda antes de começar já começava a ter calor. Mais uma vez também o porquê de cada vez menos aderir a estas corridas: os minutos que antecedem a partida são de encontrões e com toda a gente a empurrar para estar o mais à frente possível, mesmo que dado o tiro de partida, arranquem praticamente a caminhar....

Ultrapassada a confusão inicial, avancei em bom ritmo. Esta era a minha 1ª meia-maratona, e apesar de não querer forçar por estar a apenas 1 semana da maratona, tinha o objectivo de fazer menos de 1h45m. 
Os km's foram passando, e a camisola que levava vestida começava a causar problemas. Estava a ficar super abafado, cheio de calor e bastante desconfortável. Houve mesmo uma altura em que pensei que se não fizesse alguma coisa, não conseguia acabar a prova.. Mas tinha também a esperança de quando estivesse a passar na Moita, sensivelmente a meio da prova, que já lá estivesse a Ana Bela e pudesse deixar com ela a camisola.
E assim foi!!! Ao passar na zona da meta, vejo que aquilo que desejava se ia concretizar!! Faço sinal, paro rapidamente junto ao gradeamento que estava a separar o público dos atletas, e tiro as camisolas, para deixar a que tanto desconforto me estava a causar! E a partir daqui parece que começou uma nova prova. 

Anda cá!! Preciso de tirar isto!!!
Mais leve, mais solto, menos abafado, segui muito mais confiante e comecei mesmo a passar alguns atletas que me tinham passado mais atrás! Ia bem agora, e sem abusar mantive sempre um bom ritmo. E assim foi, até ao km 18, onde começou uma não muito inclinada mas extensa subida, que fez o ritmo baixar para os cerca de 5.10km/min. Era a minha fase mais lenta, mas também não valia a pena abusar. O objectivo da 1h45 ia ser alcançado sem problemas, por isso segui calmo, até ao último km, onde começou a descida final até à meta e que permitiu aumentar novamente o ritmo.

Chegada à meta e lá estavam, a Ana Bela, o Tomás e a Madalena, o meu Pai e a Lena. 
Prémios? Mas há melhor que este??

Cortei a meta com o tempo oficial de 01:40:37, na 217ª posição. Objectivo totalmente alcançado, e a prova terminada sem lesões, o que é  mais importante.

Recarregar energias

Agora é descansar, acumular energias, que domingo está à porta e tenho uma maratona para terminar!!!

sábado, 11 de julho de 2015

Seixal Night Run 2015 - 1 ano depois!


Há 1 ano foi nesta corrida a minha estreia. O objectivo era apenas terminar, sem grandes expectativas quanto ao desempenho.



Este ano, com outra preparação, outros objectivos estavam presentes: alcançar o melhor lugar possível.



Comparativamente ao ano passado, havia muitos mais atletas: na edição anterior falaram em cerca de 400, este ano eram 2500 inscritos! Também o percurso foi diferente, este muito mais agradável e plano, sempre junto à sempre bela e fantástica baía do Seixal. Havia também muitas mais pessoas na rua a assistir e a incentivar os atletas. Mais importante ainda, estavam lá a Bela e os miúdos para ver a corrida :)
Estavam portanto, reunidas as condições para ser uma grande corrida!

Cerca de meia hora cheguei à zona da partida. Montes de pessoas andavam por ali, muitos atletas já faziam o aquecimento. Procurei o Nuno Oliveira, não o vi e lá tive de telefonar, e depois já juntos, fizemos algum aquecimento e fomos para a zona de partida. Muita muita gente, devíamos estar mais ou menos a meio, e apertados como sardinhas em lata! 
À hora marcada, soa o sinal de partida, e os primeiros metros são feitos a passo... Depois lá consigo começar a correr, tento ir atrás do Nuno, mas há imensos atletas mais lentos para ultrapassar. Aguento-me, e quando damos a volta junto à PSP para a marginal junto à baía, já com mais algum espaço, começo enfim a aumentar o ritmo e a ultrapassar atletas.



Sigo a bom ritmo, e continuo a passar atletas até cerca do km 4,5, onde tive de abrandar por causa da chamada dor de burro!! Cheguei mesmo a parar por uns instantes, respirei fundo e voltei a correr. Não consegui voltar ao ritmo que tinha antes, mas a dor foi diminuindo e consegui acabar bem :)


Passei a meta com tempo oficial de 0:26:22, em 34º lugar de 170 em Seniores. 
Depois de receber uma garrafa de água e uma caneca em barro de brinde, tinha a Bela e os miúdos e os cunhados Hélder e Lurdes à espera, com o Tomás a vir a correr para mim. Tão bom!!!!

Quanto à prova, e tendo em conta que se trata de uma prova gratuita e inserida no troféu de atletismo do Seixal, acho que atingiu um nível muito bom. Excelente organização antes, durante e depois da corrida, exemplar. Para a próxima edição, no caso de o nº de inscritos ser semelhante, talvez mudasse o local da partida para a marginal por ser mais larga. De resto, se mantiverem o nível, é uma prova que tem tudo para ganhar cada vez mais adeptos. Eu estarei lá!!!


E agora, o próximo desafio... :D





quinta-feira, 2 de julho de 2015

I Trail Por Uma Causa - uma prova especial


Esta não era uma prova qualquer, não era simplesmente mais uma, era a 1ª prova de trail em Canas!!!


Há já algum tempo que eu vinha sugerindo a algumas pessoas com quem ia falando a realização de uma prova de trail em Canas. Felizmente os Bombeiros tomaram a iniciativa, e lançaram o Trail Por Uma Causa.

Quando a meio de Março o evento foi publicado, fui logo avisado pelo meu pai que me enviou o cartaz por mensagem. Obviamente respondi na hora que ia e fiz de imediato a inscrição!

Pelo menos no nº de dorsal fui ao pódio!!!

Conforme a data se aproximava, a ansiedade aumentava também. Até que chega o fim-de-semana da prova! Fim-de-semana em família, vamos para cima logo na 6ª feira depois de sair do trabalho. Ainda deu para ir no sábado fazer um treino ligeiro nas margens do rio Paiva, e depois de almoço lá seguimos em direcção a Canas.


Quase de seguida fui até aos bombeiros, ver como estava o ambiente e, no caso de ser possível e que aconteceu, recolher o dorsal e camisola.


A ansiedade crescia, e estava na hora de ir para casa preparar as coisas...

No grande dia, lá acordei cedo, fui tomar o pequeno-almoço descansado e depois um banho, para acabar de acordar!!
Saí de casa faltavam 25 minutos para a hora de partida, mas como estava a menos de 5 minutos a pé não havia problema!

Problemas constatei que haviam quando lá cheguei - e aqui é a principal falha a apontar à organização. Estando a partida agendada para as 9h, e prevendo-se um dia bastante quente, o que se verificou com temperaturas a rondar os 40º, a partida NUNCA poderá atrasar como atrasou. Foi o 1º ano e erros acontecem e acredito que no próximo ano já não se irá repetir, sendo uma questão que até se resolve facilmente colocando várias pessoas a entregar os dorsais aos atletas.

Foi por isso que, com cerca de meia hora de atraso, nos colocámos na linha de partida, à espera do sinal para arrancar!

Tudo a postos!
Saiam da frente!!

Conhecendo bem a rua por onde íamos arrancar, e tendo em conta que a partida dos 25k e 15k era em conjunto, fiz questão de sair logo na frente, pois a rua é de paralelo e nem sempre direita ou muito larga.

Imprimi também um ritmo alto, e consegui ir em 1º cerca de 1,5km, mas depois abrandei um pouco pois com a temperatura a aumentar já estava com a camisola toda transpirada. 
Mesmo assim segui no grupo da frente até descermos às Caldas da Felgueira com a passagem pelo Grande Hotel. Depois, mais uma subida em alcatrão, o grupo da frente começa a esticar e percebo que não os consigo acompanhar, portanto decido seguir calmamente no meu ritmo.

Aqui entramos finalmente na encosta do rio. Trilhos largos, sem grande dificuldade técnica, que permitiam rolar a um bom ritmo.
Por volta do km8, a primeira grande subida. Com o sol muito forte e sem sombras, e muita areia solta, foi com alguma dificuldade que se transpôs este obstáculo...


Ao km10, finalmente, a travessia do rio!!! Foi pena ser tão pequena, poucos metros apenas dentro de água, mas soube bastante bem colocar os pés na água :)

Depois de mais 1km a subir, um "abastecimento" surpresa: um jeep dos bombeiros com a mangueira pronta a molhar quem o desejasse! Soube mesmo bem a água fresca a cair. Voltámos a descer ao rio, mas desta vez a travessia não se fez por dentro de água, mas por uma espécie de barragem natural.

Depois desta passagem, subida novamente pela encosta em direcção à Lapa do Lobo. Mais uma vez, mais difícil que a subida, foi o calor que se fazia sentir e a falta de sombras. 

À chegada ao abastecimento da Lapa do Lobo, sensivelmente ao km16, mais uma chuveirada à nossa espera:


Uns metros mais à frente tinha à minha espera uma muito agradável surpresa, e que me deu um boost amímico enorme! Logo a seguir a este chuveiro, vejo o meu carro estacionado à sombra. Desconfiei logo o que seria, e quando estou a chegar à zona do abastecimento, vejo lá à minha espera, a Bela e os miúdos, o meu Pai e a Lena :)



Quando os vi todos, à minha espera!


Não estava à espera de os ter ali, e fiquei super feliz! O meu Pai estava a ajudar a fazer o controlo aos atletas, e o Tomás veio contente ter comigo, e ainda comeu umas batatas fritas ao pé de mim!!!

Foi por isso muito mais feliz que me fiz à última parte da prova. Segui estrada fora a bom ritmo, até voltar a entrar nos trilhos e chegar à pedreira da Cominalta.

Contornámos este lago, e bem que apetecia ir lá para dentro!!

Daqui até à meta era um instante, e por caminhos muito bem conhecidos. Se grande parte do percurso até aqui já tinha sido feito por caminhos meus conhecidos, estes que se seguiam eram quase familiares.
Foram muitas as caminhadas, voltas de bicicleta e as primeiras tentativas que fiz para correr assiduamente, mas há mais de 10 anos já, que passaram nestes trilhos, que iam ter à rua que passa em frente a minha casa :) 
Foi por isso com um misto de sensações, por um lado algum cansaço, mas por outro as recordações que apareciam a cada passada, que fiz os últimos quilómetros, passei junto a casa dos meus avós e a poucos metros de minha casa, e me dirigi para a meta.

A chegar à meta
Acabei a prova, uma vez mais com aqueles que me são mais queridos à minha espera, e aqui também com os meus avós :) (A minha avó toda preocupada porque a camisola estava encharcada e me fazia mal!! )

Demorei 2h40m, a fazer os 25km com temperaturas de quase 40º. Nos meus melhores sonhos tinha feito um tempo muito melhor, subido ao pódio até! Sendo realista, acho que não correu nada mal!

Tive oportunidade de falar com a organização e dizer o que achei, mas vou mais uma vez fazê-lo aqui: acho que no geral, e tendo em conta que era a 1ª edição, correu bastante bem, com excepção do atraso na partida. 
Aquilo que considero mais importante, que são os abastecimentos, estavam sensivelmente nos locais indicados, e à minha passagem não faltava bebida nem comida, e as marcações também estavam bastante boas, com fitas sempre visíveis e nalguns locais marcações no chão; talvez mudasse a cor das fitas nalguns sítios, como a pedreira por exemplo, onde o sol a bater na areia branca causava alguma dificuldade a ver as fitas também elas brancas...


Agora fiquei com umas ideias, mas nos próximas dias haverão novidades ;)



quinta-feira, 23 de abril de 2015

10ª Corrida do Benfica António Leitão



Não vou dizer "Desta água não beberei", ou por outras palavras, corridas tão populares não volto, mas enquanto me lembrar desta acho que vou pensar 2 vezes... ou 3!
A organização no geral não esteve mal, boas indicações do caminho, abastecimento a meio e no final, etc etc... Mas, e porque há sempre um Mas... Demasiada confusão antes e na partida, sem espaço para se fazer um aquecimento, ou apenas para estar à vontade!! É claro que podem dizer: "Foste lá para a frente porque quiseste", e têm razão, mas acho que neste ponto as coisas podiam ser de forma diferente, ainda mais quando haviam placas informativas com os tempos aos 10km para o pessoal se colocar na caixa de partida, mas não havia divisão por blocos... Pergunto, para quê aquelas indicações? Estavam à espera que o pessoal pensasse : "Eu faço 55min, portanto vou ficar cá atrás e deixar os outros passar à frente"!!!

Ora bem, mas começando pelo início, pouco tempo depois de abrirem as inscrições, fiz a minha. Corrida do Glorioso, tentar bater o meu tempo nos 10km, que estava nos 44min, apesar de achar que para não sócios o preço era puxadote (12.5€), lá fiz a inscrição.

Na passada 5ª feira, logo no 1º dia em que se podia ir buscar os dorsais, lá me dirigi à Catedral, buscar o meu. Estas coisas gosto de fazer com tempo, evitar filas e ter hipótese de escolher o tamanho certo da camisola!!!

Linda!!!
Domingo, dia da corrida, acordo cedo, já tinha tudo preparado do dia anterior. Tomo um banho relaxante, o pequeno-almoço, e espero pela minha boleia, o Nuno que, apesar de lagarto, não quis de deixar de participar na corrida do maior Clube do Mundo!

Fomos cedo, como gostamos. Tempo para estacionar num local meu conhecido de quando vou à Luz ver os jogos, e fomos ao café, descontrair um pouco e encontrar com uns amigos do Nuno que também iam correr.

Após algum tempo no café, voltámos aos carros para acabar de equipar, e lá nos dirigimos para a partida. Faltava 1 hora, havia muito tempo! Queríamos evitar a confusão, e apesar de nenhum de nós ser corredor de elite, somos rápidos o suficiente no arranque para não estorvar a ninguém, pelo que o objectivo era arrancar o mais à frente possível. Também ambos tínhamos o objectivo de bater o nosso record dos 10k!

Chegá-mo-nos à frente, e durante um bocado ainda houve espaço, mas conforme a hora da partida se ia aproximando, o espaço ia sendo cada vez menos, quais latas de sardinha, com várias pessoas a demonstrar a falta de civismo que tanto se vê por aí, e a fazerem de tudo, empurrões incluídos para se chegarem o mais à frente possível. Como disse logo ao início, aqui a falha da organização que, se fizesse a partida por blocos, evitava estas situações...

À nossa frente havia separação para mais 2 blocos: 1 para os corredores de elite (onde eu deveria estar!!!) e outro, junto a nós, para os corredores VIP (aqueles que pagaram ainda mais pela inscrição??!) Estes últimos, não sei se tiveram direito a cocktail ou almoço no final, porque na partida a vantagem não foi nenhuma. Faltava 1 minuto para a partida, e foram completamente engolidos por todo o pelotão!!!

Dada a partida, fiz os possíveis para sair o mais rápido da confusão. o que significou que fiz os dois primeiros km a um ritmo louco de 3.47 e 3.46/km!!

A prova estava a correr-me bem, e se o objectivo inicial era apenas baixar os 44min, já começava a pensar que seria possível fazer 40, ou com um pouco de sorte, ficar pelos 39!!! Tudo corria de feição até ao km 7 onde, na subida da Av Cidade de Praga, a falta de aquecimento, e uma vontade enorme de vazar a bexiga me começaram a causar desconforto, e fizeram abrandar, tendo inclusive parado ou andado por umas 3 vezes... Caiu aqui por terra a hipótese de fazer um tempo canhão, mas o record tinha de o bater, pelo que fiz por ignorar o desconforto, focar no objectivo e lá vai disto!!! A descer todos os santos ajudam e consegui retomar o ritmo que tinha trazido até então,por volta dos 4.00/km.

Rapidamente cheguei ao fim... Não fiz um tempo canhão, mas pelo menos bati o meu melhor tempo, e baixei para os 43.16...

Medalha recebida, garrafa de água e maçã, e foi hora de ir às merecidas massagens, que souberam muito a pouco!!!