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quinta-feira, 3 de março de 2016

Lesão.....



Quando sentirem uma dor, não forcem, parem logo. Não justifica acabar aquele treino/prova, e colocar em causa os próximos meses. Consultem um especialista que vos recomende o tratamento, e não se fiquem pela "sabedoria popular" e tratamento caseiro... 

Lesionei-me no dia 10 de Janeiro, no Trail Centro Vicentino da Serra, em Portalegre, sensivelmente ao km17. Senti uma dor na perna, na zona superior do gémeo, que associei a cãibras. 
Devia ter ficado por ali, ou pelo ponto de abastecimento mais próximo, mas quis ser guloso, armar-me em forte e segui. 
Terminei a prova, mas com um tempo muito acima das minhas expectativas, e cheio de dores. 

Depois, em vez de ir imediatamente pedir um diagnóstico a um especialista, fiquei pelo tratamento caseiro, e pela conversa do "isto não é nada, vai passar"... 
Os dias foram passando, mas as dores não. Ainda houveram umas sessões de fisioterapia, poucas e muito espaçadas entre si.. 

Hoje finalmente fui a uma consulta. O diagnóstico é uma tendinite, e a receita é parar completamente mais 3 semanas, no mínimo, e fazer sessões intensivas de fisioterapia.

Os planos que eu tinha começam a ser postos em causa. 

Sábado haviam os Trilhos do Javali Noturno, mas vou ficar pelo sofá...

Dia 3 de Abril há os Trilhos Do Almourol, pondero se mesmo que já esteja recuperado irei ou nao.

E em Maio... os 100k do UTSM - Ultra-Trail de São Mamede, o grande objectivo do ano....

sábado, 16 de janeiro de 2016

Trail Centro Vicentino da Serra/Delta Cafés 2016 - Vicentino Abútrico! Violento, Brutal, Épico



Há 1 ano, numa tarde caseira, estava a ver o Desporto 2 e vi uma reportagem acerca do Trail Centro Vicentino da Serra.
Gostei do que vi, e assim que as inscrições para esta edição abriram, tratei de reservar um dorsal para mim. Nos meses que se seguiram, a organização foi aguçando o apetite no Facebook, e a vontade que chegasse o dia crescia a cada post. As previsões de chuva, que se confirmaram na semana antes, também aumentaram a expectativa em relação a esta prova.

Foi portanto com grande entusiasmo que acordei no domingo, pouco depois das 4h da manhã! À hora marcada, estava no local combinado, onde ia ser apanhado pela minha boleia, combinado no dia antes através do Facebook!! Viagem que correu sem sobressaltos, e chegados a Portalegre fomos levantar os dorsais. No ar, a chuva e a humidade, e olhando para a zona envolvente da cidade, mais alta, coberta de nevoeiro, deixava antever que a prova ia ser molhada!

Após o briefing em que fomos avisados do estado da serra e dos perigos que íamos encontrar, deu-se a partida simbólica dentro do pavilhão, em clima de grande festa.



Minutos depois, a partida oficial, e arrancámos em direcção à serra. Arranquei calmo, sem entrar em grandes acelerações; como sempre, nos 1ºs quilómetros tratei de estabilizar a respiração, e segui sempre ao meu ritmo, sem forçar nada.





Ia a divertir-me bastante, por trilhos espectaculares e exemplarmente bem marcados, com lama, muita lama, água, travessias de riachos, mais lama, subidas de gatas e descidas em sku... quando por volta do k17 comecei a sentir uma dor na zona superior do gémeo, na perna esquerda... BOLAAASSSS Pensei que eram câimbras, parei, massajei um pouco e continuei. Mas a dor não passou, e salvo raros momentos em que abrandou, acompanhou-me até ao fim...

No abastecimento do k30 ainda pensei em desistir. Não estava a correr bem, a dor na perna não dava tréguas, e com as várias paragens que ia fazendo para massajar, tinha arrefecido bastante. Estávamos no topo da serra, com chuva e muito frio, estava gelado... Sentei-me um pouco, não consegui comer quase nada - estava um bocado mal disposto de um gel que tinha tentado tomar - e esperei uns minutos a ponderar o que ia fazer...


Na mochila tinha um buff seco, e os manguitos, que normalmente uso, mas desta vez tinham sido substituídos por uma camisola. Coloquei o buff na cabeça, os manguitos por baixo das mangas da camisola, senti-me a aquecer um pouco, e decidi continuar.

Continuei com dificuldades, e a um ritmo muito baixo lá fui avançando, tentando abstrair-me das dores, e divertir-me nos fantásticos trilhos com que éramos brindados. Já disse que estavam espectacularmente bem marcados? E que eram brutais? E que havia lama? E água??

No abastecimento do k37 comi apenas umas batatas fritas, e segui. Aqui começa a única coisa que aponto à organização... Naquela fase da prova, e esta é opinião partilhada também por outros atletas, acho que foram um pouco desnecessárias toas aquelas travessias do rio, com a corrente forte, e sem qualquer tipo de segurança. E havendo, entre algumas dessas travessias de um lado para o outro, trilhos bem definidos ao lado do rio...

Estes últimos km passaram rápido, e foi com algum alívio que cheguei ao pavilhão, onde se encontrava a meta. Objectivo de terminar estava conseguido, se bem que muito depois daquilo que tinha planeado.

Depois de um banho retemperador, finalmente consegui comer alguma coisa, e que bem que soube!


Não tenho ainda muitas provas realizadas, mas de todas em que já participei, esta foi sem dúvida a melhor, em todos os níveis. Trilhos brutais, marcações que não deixavam dúvidas, abastecimentos nos locais exactos, membros do staff ao longo do percurso, meios de socorro, e o mais fantástico, membros da organização "plantados" no meio do rio para auxiliar na passagem. Em todos os locais, extrema simpatia e sempre prontos a ajudar. Excelente mesmo, um exemplo de organização.

Contem comigo, novamente, em 2017!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Ericeira Trail Run 2015 - Será que alguma coisa podia correr pior??




Nos últimos dias não treinei tanto quanto queria.
Nos últimos com os 2 miúdos adoentados, não descansei o que devia.
Apanhei uma constipação na passada 5ª feira..
Na 6ª feira à noite ainda estava na dúvida se preparava as coisas para sábado ou não... mas lá acabei por preparar a mochila, dormir meia dúzia de horas e à hora marcada estar no local combinado com o Paulo para seguirmos para a Ericeira.

A viagem correu sem sobressaltos, e com os dorsais já levantados na Pro Runner, e depois de chegar, fomos para o edifício do secretariado para nos abrigarmos do frio.
Depois de nos equiparmos, voltámos para este edifício, para ouvir o briefing. Ouvir, ou tentar ouvir, porque as pessoas a falar não deixavam ouvir em condições as indicações que nos eram dadas...
O controlo zero, que era suposto haver, não houve.

Perto da hora da partida, que segundo o regulamento seria impreterivelmente às 8, fomos encaminhados para a zona de partida, ladeados por umas barreiras de plástico. No sistema de som só se ouvia o responsável repetir que nos primeiros metros o iríamos acompanhar, e que não o podíamos passar. Após várias repetições desta indicação, só dei conta de começar tudo a correr, sem ouvir qualquer tiro de partida. Sinceramente, não percebi esta partida, e não gostei.

Logo nos primeiros km comecei a sentir algumas dificuldades. O vento que se fazia sentir era bastante, e com o nariz tapado, tinha bastantes dificuldades em respirar. Com o corta-vento vestido sentia calor, e sem ele não conseguia ir, com o frio... Aos 7/8 km lá consegui aguentar sem ele e assim seguir. Nesta altura já me sentia melhor, e cheguei bem ao 2º abastecimento, apesar de cheio de fome. Aqui demorei-me sem me preocupar com o tempo, comi o que achei necessário para ficar sem fome, e depois lá segui.

Passados uns km voltei a sentir dificuldades, e desta vez, por volta do km 30/31, bati no fundo. Senti-me sem forças para continuar, e estava decidido a desistir no abastecimento seguinte, no km 35. Caminhei durante alguns km, sozinho, e a decisão parecia estar tomada, até que tentei voltar a correr, o que consegui, apesar de alguma dificuldade. Adiei a decisão para o abastecimento, e aí descansei comi e bebi, e decidi que ia tentar chegar ao próximo, 8 ou 9 km depois...

Neste segmento consegui correr mais que antes, e chegado ao último abastecimento, a cerca de 8km da meta, não havia motivos para não seguir até ao fim!! Este segmento foi fácil, sempre estradão e a descer até à Ericeira.

7h14m depois da partida, cortei a meta. Custou bastante nalguns momentos, levei em cheio com a marreta, mas consegui terminar. Terminar foi mesmo o mais positivo, porque de resto quase tudo correu mal, Nem o relógio gravou o percurso da prova....

Em relação à prova/organização, sinceramente não gostei. Como já referi, não percebi a partida, acho que durante o percurso poderiam haver mais elementos do staff, não vi nenhum meio de assistência em todo o percurso, e apenas num cruzamento um elemento da GNR, quando passámos vários cruzamentos com trânsito. Falhas muito graves, na minha opinião. Na parte final, a passagem pela praia dos pescadores, também nada vem acrescentar à prova, bem pelo contrário, não percebi a necessidade de nos enviarem pela praia, o que apenas serviu para massacrar na areia e na subida final..

sábado, 14 de novembro de 2015

"Mini" I Ultra Trail Serra de Grândola

"...para os 50k apenas 32 atletas se inscreveram. E desses, 4 não compareceram na linha de partida, pelo que era um pelotão super pequeno que ia enfrentar a Serra de Grândola. Uma "mini" Ultra, portanto!!"


4.30 toca o despertador. Deixo tocar uma segunda vez, passados 5 minutos, e levanto-me. Acordo bem, sem sono, e não quero acordar ninguém em casa. Vou tomar um banho rápido, e visto-me. Toda a roupa, bem como tudo que é para levar, está preparado de véspera no "quarto das visitas". Não há motivos para perder tempo, ou para esquecer alguma coisa. As coisas para o pequeno-almoço também estão preparadas na mesa da cozinha, pelo que é sem sobressaltos que me preparo para sair. Saio de casa satisfeito, tudo está a correr bem, tal como a viagem até Grândola, de cerca de 100km feitos em 45 minutos.
Viagem calminha
Chegado a Grândola, estaciono no parque junto ao Parque de Feiras e Exposições, local onde estava situada a tenda para levantamento de dorsais. Processo decorreu sem problemas, e recebo um saco com dorsal, chip, uma t-shirt e algumas lembranças alusivas ao concelho de Grândola. E uma entrada para a Feira do Chocolate, a decorrer naquele espaço por aqueles dias!!
Volto ao carro e preparo-me. Faltavam cerca de 20 minutos para a hora de partida e dirijo-me para o local, a cerca de 200m, para efectuar aquecimento e o controlo zero.

Quando tive conhecimento desta prova, na altura que foi lançada, confesso que fiquei de pé atrás. 1ª edição, o regulamento apresentava, a meu ver, algumas falhas graves, como por exemplo a indicação de que haveriam apenas 3 abastecimentos, não ter a indicação de haver um prémio para quem terminasse - sim, eu gosto de ficar com uma lembrança! - e o valor pedido pela inscrição, fizeram com que demorasse a me convencer a fazer a inscrição - coisa que fiz apenas no último dia da fase mais barata. Não sei se terá sido por isso, mas para os 50k apenas 32 atletas se inscreveram. E desses, 4 não compareceram na linha de partida, pelo que era um pelotão super pequeno que ia enfrentar a Serra de Grândola. Uma "mini" Ultra, portanto!!

É dada a partida e arrancamos. Até  ao km2 vamos seguir atrás de uma viatura da GNR, altura em que entraremos em terra.
 

Esses 2 km foram feitos a um ritmo a rondar os 4.50, mas depois de entrar na serra, decidi seguir o plano que traço sempre para estas provas, que passa essencialmente por não me entusiasmar demasiado no início, caminhar a passo rápido nas subidas e correr quando é plano e a descer.
E assim foi, depois de estabilizar o ritmo e a respiração, segui descontraído. 

Um dos motivos que ajudava a ir sem preocupações eram as marcações. Nesta prova, estiveram irrepreensíveis, do melhor que já vi. 




A nível de percurso, era quase sempre estradão, Quando não estávamos nos topos dos montes, era bastante agradável correr, pois a tecnicidade era mínima e a envolvência era muito boa, com vegetação verde à nossa volta e um ambiente fresco que sabia bastante bem. 
Como sugestão para a próxima edição, gostava de referir que se calhar houveram demasiadas subidas "forçadas", fora de trilhos e pelo meio da vegetação, apenas a seguir fitas, e nada de single tracks e trilhos técnicos. Um aspecto muito importante na minha opinião, a rever.

Nos últimos tempos, mais precisamente após a Maratona de Lisboa, que não tenho treinado tanto e como devia. Não voltei à serra, porque os fins-de-semana têm sido ocupados; durante a semana e depois de sair do trabalho há coisas para fazer, pelo que tenho saído para treinar pelas 11 da noite.. à vezes sem vontade nenhuma, e com o corpo já só a pedir descanso e uma cama... Por tudo isto, foi sem grande surpresa que entre o km 25 e o 28 comecei a sentir algumas dificuldades. A subir já me custava bastante a avançar, e mesmo em terrenos mais planos ou a descer sentia algumas dores...
Fui seguindo nas calmas, ora sozinho, ora na companhia do amigo Hugo Caldeira, e mais tarde do Luís Matos, que se juntou a nós e assim seguimos até final-
Quase a chegar!!!
Acabámos juntos (quando houver foto adiciono!), porque se nos fomos a apoiar uns aos outros quando já não haviam forças, então não nos íamos separar quando estivéssemos a chegar à meta. São estas pequenas diferenças que fazem a grande diferença entre as provas de estrada e o trail. O cronómetro marcava 7:02:01.

Acabei a prova em piores condições que o Ultra Trail do Monte da Lua ou a maratona, o que serve como um alerta, porque se quero colocar em prática aquilo que trago na cabeça para os próximos tempos, não pode haver tanto relaxamento e os treinos têm de começar a ser mais duros...

Em relação a esta prova, para o ano volto! Depois do cepticismo inicial, tudo me surpreendeu pela positiva. É óbvio que há pontos a melhorar, tais como o percurso ter zonas mais técnicas e menos subidas pelo meio de nada, ou os abastecimentos, que foram os suficientes em qualidade e quantidade, mas, e tal como disse a membros da organização ou na página do evento no Facebook, não faz sentido ter abastecimentos aos 16k e depois só aos 32k, com o seguinte aos 44,5. e a prova a acabar 3km depois!! 
No final, estando a prova integrada na Feira do Chocolate, não dava para colocar a meta junto à entrada ou  mesmo no interior do recinto? Era uma forma de, pelo menos na chegada, haver mais apoio para os atletas.
Estes são pontos que serão de fácil resolução, e a prova terá tudo para se tornar uma referência.
E todo o pessoal da organização, desde o levantamento do dorsal, abastecimentos e no final, super simpático e prestável, 5***** mesmo.

Agora, segue-se dia 19 de Dezembro o Ericeira Trail Run, pelo que se quero que corra melhor, tenho de até lá treinar melhor também...


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

18ª Meia Maratona da Moita


Esta prova não estava nos planos. Para ser sincero, e apesar de ser aqui perto de casa, tinha passado completamente ao lado, talvez em muito devido ao facto de cada vez mais estas provas de estrada populares me seduzirem menos.
Contudo, o repto lançado pelo CCRAM, o clube pelo qual eu corro, fez com que me inscrevesse na prova. Acabou também por servir como último treino longo, o último teste antes do desafio do próximo domingo, a Maratona de Lisboa.



Deste modo, no domingo pelas 9h e pouco cheguei à Moita. Tinha muito tempo ainda, o suficiente para ir buscar o dorsal que estava com o staff da equipa, e fazer o aquecimento convenientemente. O tempo é que não estava a ajudar nada... Céu escuro, com períodos de chuva forte e vento, e bastante abafado. Estava no carro a preparar as coisas, já decidido a correr apenas com a camisola do clube, quando começou a chover muito e vento forte. Mau... lá decidi a vestir uma camisola de mangas por baixo, escolha que se revelou errada...

Perto das 10.30 dirigi-me para a zona de partida, e logo aqui comecei a arrepender-me de ter vestido a camisola... Ambiente abafado, ainda antes de começar já começava a ter calor. Mais uma vez também o porquê de cada vez menos aderir a estas corridas: os minutos que antecedem a partida são de encontrões e com toda a gente a empurrar para estar o mais à frente possível, mesmo que dado o tiro de partida, arranquem praticamente a caminhar....

Ultrapassada a confusão inicial, avancei em bom ritmo. Esta era a minha 1ª meia-maratona, e apesar de não querer forçar por estar a apenas 1 semana da maratona, tinha o objectivo de fazer menos de 1h45m. 
Os km's foram passando, e a camisola que levava vestida começava a causar problemas. Estava a ficar super abafado, cheio de calor e bastante desconfortável. Houve mesmo uma altura em que pensei que se não fizesse alguma coisa, não conseguia acabar a prova.. Mas tinha também a esperança de quando estivesse a passar na Moita, sensivelmente a meio da prova, que já lá estivesse a Ana Bela e pudesse deixar com ela a camisola.
E assim foi!!! Ao passar na zona da meta, vejo que aquilo que desejava se ia concretizar!! Faço sinal, paro rapidamente junto ao gradeamento que estava a separar o público dos atletas, e tiro as camisolas, para deixar a que tanto desconforto me estava a causar! E a partir daqui parece que começou uma nova prova. 

Anda cá!! Preciso de tirar isto!!!
Mais leve, mais solto, menos abafado, segui muito mais confiante e comecei mesmo a passar alguns atletas que me tinham passado mais atrás! Ia bem agora, e sem abusar mantive sempre um bom ritmo. E assim foi, até ao km 18, onde começou uma não muito inclinada mas extensa subida, que fez o ritmo baixar para os cerca de 5.10km/min. Era a minha fase mais lenta, mas também não valia a pena abusar. O objectivo da 1h45 ia ser alcançado sem problemas, por isso segui calmo, até ao último km, onde começou a descida final até à meta e que permitiu aumentar novamente o ritmo.

Chegada à meta e lá estavam, a Ana Bela, o Tomás e a Madalena, o meu Pai e a Lena. 
Prémios? Mas há melhor que este??

Cortei a meta com o tempo oficial de 01:40:37, na 217ª posição. Objectivo totalmente alcançado, e a prova terminada sem lesões, o que é  mais importante.

Recarregar energias

Agora é descansar, acumular energias, que domingo está à porta e tenho uma maratona para terminar!!!

sábado, 11 de julho de 2015

Seixal Night Run 2015 - 1 ano depois!


Há 1 ano foi nesta corrida a minha estreia. O objectivo era apenas terminar, sem grandes expectativas quanto ao desempenho.



Este ano, com outra preparação, outros objectivos estavam presentes: alcançar o melhor lugar possível.



Comparativamente ao ano passado, havia muitos mais atletas: na edição anterior falaram em cerca de 400, este ano eram 2500 inscritos! Também o percurso foi diferente, este muito mais agradável e plano, sempre junto à sempre bela e fantástica baía do Seixal. Havia também muitas mais pessoas na rua a assistir e a incentivar os atletas. Mais importante ainda, estavam lá a Bela e os miúdos para ver a corrida :)
Estavam portanto, reunidas as condições para ser uma grande corrida!

Cerca de meia hora cheguei à zona da partida. Montes de pessoas andavam por ali, muitos atletas já faziam o aquecimento. Procurei o Nuno Oliveira, não o vi e lá tive de telefonar, e depois já juntos, fizemos algum aquecimento e fomos para a zona de partida. Muita muita gente, devíamos estar mais ou menos a meio, e apertados como sardinhas em lata! 
À hora marcada, soa o sinal de partida, e os primeiros metros são feitos a passo... Depois lá consigo começar a correr, tento ir atrás do Nuno, mas há imensos atletas mais lentos para ultrapassar. Aguento-me, e quando damos a volta junto à PSP para a marginal junto à baía, já com mais algum espaço, começo enfim a aumentar o ritmo e a ultrapassar atletas.



Sigo a bom ritmo, e continuo a passar atletas até cerca do km 4,5, onde tive de abrandar por causa da chamada dor de burro!! Cheguei mesmo a parar por uns instantes, respirei fundo e voltei a correr. Não consegui voltar ao ritmo que tinha antes, mas a dor foi diminuindo e consegui acabar bem :)


Passei a meta com tempo oficial de 0:26:22, em 34º lugar de 170 em Seniores. 
Depois de receber uma garrafa de água e uma caneca em barro de brinde, tinha a Bela e os miúdos e os cunhados Hélder e Lurdes à espera, com o Tomás a vir a correr para mim. Tão bom!!!!

Quanto à prova, e tendo em conta que se trata de uma prova gratuita e inserida no troféu de atletismo do Seixal, acho que atingiu um nível muito bom. Excelente organização antes, durante e depois da corrida, exemplar. Para a próxima edição, no caso de o nº de inscritos ser semelhante, talvez mudasse o local da partida para a marginal por ser mais larga. De resto, se mantiverem o nível, é uma prova que tem tudo para ganhar cada vez mais adeptos. Eu estarei lá!!!


E agora, o próximo desafio... :D





quinta-feira, 23 de abril de 2015

10ª Corrida do Benfica António Leitão



Não vou dizer "Desta água não beberei", ou por outras palavras, corridas tão populares não volto, mas enquanto me lembrar desta acho que vou pensar 2 vezes... ou 3!
A organização no geral não esteve mal, boas indicações do caminho, abastecimento a meio e no final, etc etc... Mas, e porque há sempre um Mas... Demasiada confusão antes e na partida, sem espaço para se fazer um aquecimento, ou apenas para estar à vontade!! É claro que podem dizer: "Foste lá para a frente porque quiseste", e têm razão, mas acho que neste ponto as coisas podiam ser de forma diferente, ainda mais quando haviam placas informativas com os tempos aos 10km para o pessoal se colocar na caixa de partida, mas não havia divisão por blocos... Pergunto, para quê aquelas indicações? Estavam à espera que o pessoal pensasse : "Eu faço 55min, portanto vou ficar cá atrás e deixar os outros passar à frente"!!!

Ora bem, mas começando pelo início, pouco tempo depois de abrirem as inscrições, fiz a minha. Corrida do Glorioso, tentar bater o meu tempo nos 10km, que estava nos 44min, apesar de achar que para não sócios o preço era puxadote (12.5€), lá fiz a inscrição.

Na passada 5ª feira, logo no 1º dia em que se podia ir buscar os dorsais, lá me dirigi à Catedral, buscar o meu. Estas coisas gosto de fazer com tempo, evitar filas e ter hipótese de escolher o tamanho certo da camisola!!!

Linda!!!
Domingo, dia da corrida, acordo cedo, já tinha tudo preparado do dia anterior. Tomo um banho relaxante, o pequeno-almoço, e espero pela minha boleia, o Nuno que, apesar de lagarto, não quis de deixar de participar na corrida do maior Clube do Mundo!

Fomos cedo, como gostamos. Tempo para estacionar num local meu conhecido de quando vou à Luz ver os jogos, e fomos ao café, descontrair um pouco e encontrar com uns amigos do Nuno que também iam correr.

Após algum tempo no café, voltámos aos carros para acabar de equipar, e lá nos dirigimos para a partida. Faltava 1 hora, havia muito tempo! Queríamos evitar a confusão, e apesar de nenhum de nós ser corredor de elite, somos rápidos o suficiente no arranque para não estorvar a ninguém, pelo que o objectivo era arrancar o mais à frente possível. Também ambos tínhamos o objectivo de bater o nosso record dos 10k!

Chegá-mo-nos à frente, e durante um bocado ainda houve espaço, mas conforme a hora da partida se ia aproximando, o espaço ia sendo cada vez menos, quais latas de sardinha, com várias pessoas a demonstrar a falta de civismo que tanto se vê por aí, e a fazerem de tudo, empurrões incluídos para se chegarem o mais à frente possível. Como disse logo ao início, aqui a falha da organização que, se fizesse a partida por blocos, evitava estas situações...

À nossa frente havia separação para mais 2 blocos: 1 para os corredores de elite (onde eu deveria estar!!!) e outro, junto a nós, para os corredores VIP (aqueles que pagaram ainda mais pela inscrição??!) Estes últimos, não sei se tiveram direito a cocktail ou almoço no final, porque na partida a vantagem não foi nenhuma. Faltava 1 minuto para a partida, e foram completamente engolidos por todo o pelotão!!!

Dada a partida, fiz os possíveis para sair o mais rápido da confusão. o que significou que fiz os dois primeiros km a um ritmo louco de 3.47 e 3.46/km!!

A prova estava a correr-me bem, e se o objectivo inicial era apenas baixar os 44min, já começava a pensar que seria possível fazer 40, ou com um pouco de sorte, ficar pelos 39!!! Tudo corria de feição até ao km 7 onde, na subida da Av Cidade de Praga, a falta de aquecimento, e uma vontade enorme de vazar a bexiga me começaram a causar desconforto, e fizeram abrandar, tendo inclusive parado ou andado por umas 3 vezes... Caiu aqui por terra a hipótese de fazer um tempo canhão, mas o record tinha de o bater, pelo que fiz por ignorar o desconforto, focar no objectivo e lá vai disto!!! A descer todos os santos ajudam e consegui retomar o ritmo que tinha trazido até então,por volta dos 4.00/km.

Rapidamente cheguei ao fim... Não fiz um tempo canhão, mas pelo menos bati o meu melhor tempo, e baixei para os 43.16...

Medalha recebida, garrafa de água e maçã, e foi hora de ir às merecidas massagens, que souberam muito a pouco!!!





sexta-feira, 10 de abril de 2015

Teste da passada

Quando se começa a correr, é imprescindível ler sobre tudo relaciona com a corrida. Os treinos, a comida, o vestuário e o calçado. 
Se nos três primeiros não há muito a dizer, em relação ao calçado não é bem assim. 

Quando se começa a ler acerca deste assunto, há uma questão que salta à vista: qual o tipo de passada que possuímos, de forma a escolher o calçado mais apropriado?

Pronador, Supinador ou neutro, é a questão que se nos coloca.
Resumidamente, pronador é quando o desgaste está no bordo interno da frente do pé. Afecta cerca de 45% dos corredores.
Desgaste de um pronador

Supinador, diz respeito a apenas cerca de 5% dos corredores, e é quando o desgaste é maior na margem externa da frente do pé.
Desgaste de um supinador
Passada neutra, ou universal,  é quando o desgaste se situa no meio da frente do pé. Diz respeito a cerca de 50% dos corredores.
Desgaste de um corredor de passada neutra


Ora, quando comecei a correr mais a sério, esta foi uma das questões que se me levantou: qual o meu tipo de passada?
Aproveitando que também queria comprar uns ténis novos, fui ao à loja da Asics no Freeport, onde me disseram que faziam o teste da passada, para o fazer e comprar uns ténis adequados. Efectivamente, o teste foi feito, mas foi apenas "a olho", por um dos funcionários da loja. O único método mais científico utilizado foi colocar-me em cima de uma superfície onde aparecia a forma como o meu pé estava colocado no chão, mas a maneira como corria foi analisada a olho. O veredicto foi que era pronador, e aconselhou-me uns GT-2000, os quais comprei.
Mais recentemente, quando comecei a ter dor no joelho, ao procurar as possíveis causas para essa dor, uma das possibilidades era estar a usar uns ténis inadequados para o meu tipo de passada...
Descobri que na Sport Zone do Colombo também faziam o teste da passada, gratuitamente (na Asics do mesmo espaço comercial, segundo consta, o teste custa a módica quantia de 20€!!!). Fui lá numa hora de almoço, fiz o teste na passadeira, com uma câmara a filmar a forma como corria durante cerca de 1 minuto, e depois foi analisado num software próprio no computador. Métodos científicos, não falha, agora sim!!!
Veredicto: sou pronador moderado, e mais uma vez os ténis aconselhados, foram os Asics GT-2000!!!