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quinta-feira, 2 de julho de 2015

I Trail Por Uma Causa - uma prova especial


Esta não era uma prova qualquer, não era simplesmente mais uma, era a 1ª prova de trail em Canas!!!


Há já algum tempo que eu vinha sugerindo a algumas pessoas com quem ia falando a realização de uma prova de trail em Canas. Felizmente os Bombeiros tomaram a iniciativa, e lançaram o Trail Por Uma Causa.

Quando a meio de Março o evento foi publicado, fui logo avisado pelo meu pai que me enviou o cartaz por mensagem. Obviamente respondi na hora que ia e fiz de imediato a inscrição!

Pelo menos no nº de dorsal fui ao pódio!!!

Conforme a data se aproximava, a ansiedade aumentava também. Até que chega o fim-de-semana da prova! Fim-de-semana em família, vamos para cima logo na 6ª feira depois de sair do trabalho. Ainda deu para ir no sábado fazer um treino ligeiro nas margens do rio Paiva, e depois de almoço lá seguimos em direcção a Canas.


Quase de seguida fui até aos bombeiros, ver como estava o ambiente e, no caso de ser possível e que aconteceu, recolher o dorsal e camisola.


A ansiedade crescia, e estava na hora de ir para casa preparar as coisas...

No grande dia, lá acordei cedo, fui tomar o pequeno-almoço descansado e depois um banho, para acabar de acordar!!
Saí de casa faltavam 25 minutos para a hora de partida, mas como estava a menos de 5 minutos a pé não havia problema!

Problemas constatei que haviam quando lá cheguei - e aqui é a principal falha a apontar à organização. Estando a partida agendada para as 9h, e prevendo-se um dia bastante quente, o que se verificou com temperaturas a rondar os 40º, a partida NUNCA poderá atrasar como atrasou. Foi o 1º ano e erros acontecem e acredito que no próximo ano já não se irá repetir, sendo uma questão que até se resolve facilmente colocando várias pessoas a entregar os dorsais aos atletas.

Foi por isso que, com cerca de meia hora de atraso, nos colocámos na linha de partida, à espera do sinal para arrancar!

Tudo a postos!
Saiam da frente!!

Conhecendo bem a rua por onde íamos arrancar, e tendo em conta que a partida dos 25k e 15k era em conjunto, fiz questão de sair logo na frente, pois a rua é de paralelo e nem sempre direita ou muito larga.

Imprimi também um ritmo alto, e consegui ir em 1º cerca de 1,5km, mas depois abrandei um pouco pois com a temperatura a aumentar já estava com a camisola toda transpirada. 
Mesmo assim segui no grupo da frente até descermos às Caldas da Felgueira com a passagem pelo Grande Hotel. Depois, mais uma subida em alcatrão, o grupo da frente começa a esticar e percebo que não os consigo acompanhar, portanto decido seguir calmamente no meu ritmo.

Aqui entramos finalmente na encosta do rio. Trilhos largos, sem grande dificuldade técnica, que permitiam rolar a um bom ritmo.
Por volta do km8, a primeira grande subida. Com o sol muito forte e sem sombras, e muita areia solta, foi com alguma dificuldade que se transpôs este obstáculo...


Ao km10, finalmente, a travessia do rio!!! Foi pena ser tão pequena, poucos metros apenas dentro de água, mas soube bastante bem colocar os pés na água :)

Depois de mais 1km a subir, um "abastecimento" surpresa: um jeep dos bombeiros com a mangueira pronta a molhar quem o desejasse! Soube mesmo bem a água fresca a cair. Voltámos a descer ao rio, mas desta vez a travessia não se fez por dentro de água, mas por uma espécie de barragem natural.

Depois desta passagem, subida novamente pela encosta em direcção à Lapa do Lobo. Mais uma vez, mais difícil que a subida, foi o calor que se fazia sentir e a falta de sombras. 

À chegada ao abastecimento da Lapa do Lobo, sensivelmente ao km16, mais uma chuveirada à nossa espera:


Uns metros mais à frente tinha à minha espera uma muito agradável surpresa, e que me deu um boost amímico enorme! Logo a seguir a este chuveiro, vejo o meu carro estacionado à sombra. Desconfiei logo o que seria, e quando estou a chegar à zona do abastecimento, vejo lá à minha espera, a Bela e os miúdos, o meu Pai e a Lena :)



Quando os vi todos, à minha espera!


Não estava à espera de os ter ali, e fiquei super feliz! O meu Pai estava a ajudar a fazer o controlo aos atletas, e o Tomás veio contente ter comigo, e ainda comeu umas batatas fritas ao pé de mim!!!

Foi por isso muito mais feliz que me fiz à última parte da prova. Segui estrada fora a bom ritmo, até voltar a entrar nos trilhos e chegar à pedreira da Cominalta.

Contornámos este lago, e bem que apetecia ir lá para dentro!!

Daqui até à meta era um instante, e por caminhos muito bem conhecidos. Se grande parte do percurso até aqui já tinha sido feito por caminhos meus conhecidos, estes que se seguiam eram quase familiares.
Foram muitas as caminhadas, voltas de bicicleta e as primeiras tentativas que fiz para correr assiduamente, mas há mais de 10 anos já, que passaram nestes trilhos, que iam ter à rua que passa em frente a minha casa :) 
Foi por isso com um misto de sensações, por um lado algum cansaço, mas por outro as recordações que apareciam a cada passada, que fiz os últimos quilómetros, passei junto a casa dos meus avós e a poucos metros de minha casa, e me dirigi para a meta.

A chegar à meta
Acabei a prova, uma vez mais com aqueles que me são mais queridos à minha espera, e aqui também com os meus avós :) (A minha avó toda preocupada porque a camisola estava encharcada e me fazia mal!! )

Demorei 2h40m, a fazer os 25km com temperaturas de quase 40º. Nos meus melhores sonhos tinha feito um tempo muito melhor, subido ao pódio até! Sendo realista, acho que não correu nada mal!

Tive oportunidade de falar com a organização e dizer o que achei, mas vou mais uma vez fazê-lo aqui: acho que no geral, e tendo em conta que era a 1ª edição, correu bastante bem, com excepção do atraso na partida. 
Aquilo que considero mais importante, que são os abastecimentos, estavam sensivelmente nos locais indicados, e à minha passagem não faltava bebida nem comida, e as marcações também estavam bastante boas, com fitas sempre visíveis e nalguns locais marcações no chão; talvez mudasse a cor das fitas nalguns sítios, como a pedreira por exemplo, onde o sol a bater na areia branca causava alguma dificuldade a ver as fitas também elas brancas...


Agora fiquei com umas ideias, mas nos próximas dias haverão novidades ;)



sexta-feira, 8 de maio de 2015

V Ultra Trail de Sesimbra - 21k



O Trail de Bucelas em Fevereiro tinha sido o meu último, e dadas as circunstâncias na altura, correu bastante bem, pelo que era com muita ansiedade que aguardava pela data desta prova.

Aproveitando um passeio por aqueles lados no sábado, fui levantar o saco com o dorsal. Processo simples, que decorreu sem problemas. À noite, chegado a casa, preparei tudo com calma, para que nada faltasse no dia seguinte.


Domingo, acordei cedo, bem disposto, e com o tempo a ameaçar chuva. Banho, pequeno-almoço e pus-me a caminho, numa viagem que não durou mais que 25 minutos. Chegado a Sesimbra, estacionei no parque indicado pela organização sem problemas - aqui o facto de ter um Smart ajudou bastante!!!

Depois de equipado, dirigi-me calmamente para a zona de partida. Ainda tinha tempo, não havia razões para ter pressa e fui fazer o meu aquecimento. Faltavam pouco mais de 5 minutos para a hora da partida quando me dirigi para junto do pórtico. Últimos ajustes na mochila, fazer reset ao relógio um par de vezes, e aguardar com ansiedade pelo sinal de partida!!

Soa a ordem de partida, e arranca tudo pela marginal fora, num ritmo digno de corrida de estrada, mas ali era propício a isso. Vou bem, é um ritmo a que estou habituado, e sigo sem problemas até passar a zona da marina, onde começa a subir. 
Aqui decidi não forçar, e fazer o que tinha planeado para esta prova: correr lentamente ou caminhar a subir, e correr quando fosse mais a direito e a descer. 
Tudo ia dentro do suposto até entrar no trilho que nos ia levar até perto da praia da Ribeira do Cavalo.
 Aqui entrei com confiança. Já conhecia o trilho, já o tinha feito com o meu filhote Tomás às costas, sentado na mochila/cadeira das caminhadas, mas assim que pus os pés na rocha, apanhei o 1º susto... Os ténis parecia que tinham umas rodinhas por baixo! Outra rocha, outa tentativa, e mais rodinhas... Mau, isto assim não é nada bom.. E lá me vi obrigado a abrandar o passo, encostar para deixar passar os mais rápidos, e seguir o meu caminho a tentar não perder demasiado tempo, mas também a não esbardalhar ali todo...
E lá fui, até aparecer a grande parede... Bem, pensei que fosse custar mais, fi-la sem grandes dificuldades, e ao chegar ao topo, um trilho corrível, onde era possível esticar os músculos! Esta foi a 1ª parte divertida da prova!
A passar o 1º abastecimento, a fazer sinal que não queria água!!

Mais à frente, outro trilho conhecido das muitas caminhadas que já fiz por estas zonas, uma vez mais feito com muito cuidado, mas.... Não sei o que aconteceu, como aconteceu, quando dei por mim estava no chão, parecia que alguém me tinha passado uma rasteira! Terá sido algum "Espírito do Trail"??? 
Aqui o que mais me chateou não foi ter caído. É normal numa prova destas, e a queda, apesar de uns arranhões e os joelhos um pouco esfolados, não foi nada de especial. O que me deixou bastante chateado foi o "tipo" que vinha atrás de mim, com a pressa de passar, não sei se ainda tinha esperanças de ir ganhar a corrida, nem sequer se ter dignado a perguntar se eu estava bem, e quase me ter pisado para passar... Enfim, como alguém referiu num post no Facebook, "uma ovelha não faz o rebanho", e os companheiros que vinham atrás mostraram o verdadeiro Espírito do Trail, preocupados a saber se estava bem.

Depois de lavar os joelhos com água, lá prossegui. Ao início não conseguia ir muito rápido, mas fui recuperando e rapidamente voltei ao meu ritmo.
Segui sem problemas, a abrandar onde havia mais rochas, os ténis continuavam a escorregar muito, e a acelerar sempre que podia.
Não perdi muito tempo nos abastecimentos, também porque não senti necessidade disso. 
Depois de subir ao castelo, veio a parte da corrida onde me diverti imenso, ao descer de volta à vila. Aquele trilho era espectacular, e sem pedras no chão, pude descer à vontade, sem medos. BRUTAL!!!

De volta à marginal, foi num ápice que cheguei à meta. 2:39:58, acima daquilo que eu queria, mas dado que levava uns ténis com rodinhas, acabou por não ser mau! 
Medalha ao pescoço, uns alongamentos e comer um pouco do que havia à nossa espera, fui para a fila das merecidas, mas dolorosas massagens!


Fui desafiado para na próxima edição fazer os 60km's. Talvez os faça, a Arrábida será um bom local para me estrear numa Ultra, vamos ver!! Mas primeiro tenho de resolver a questão dos ténis!!!