sexta-feira, 15 de julho de 2016

III Seixal Night Run - A prova quase perfeita


"O 1º km foi feito num ritmo altíssimo, 3:40/km, e o 2º a 3:55/km. Era a loucura,"



A Seixal Night Run foi praticamente há 2 semanas, mas tenho andado com uma preguiça enorme para escrever.

Pelo 3º ano consecutivo realizou-se esta corrida junto à bela baía do Seixal, e pelo 3º ano participei, nesta corrida pela qual tenho um carinho especial, pois foi a minha 1ª prova.
Este ano com o centro do evento noutro local, mais amplo, espaçoso, bonito, junto ao Cacilheiro, uma excelente alteração por parte da organização.
Era aqui que se localizava a prova este ano

Os dorsais eram levantados nos dias anteriores, pelo que no dia do evento não havia filas para o levantamento dos mesmos.

Chegamos cedo, por volta das 21h, estacionamos e fomos para junto da partida, onde ainda estava a decorrer a Kids Night Run.
Pelas 21.30 iniciava-se a caminhada, de 6km pela marginal, onde a Bela, os miúdos, e os cunhados Hélder, Lurdes e os nossos sobrinhos iam participar. Acompanhei-os durante um bocado, e depois eu, a Bela e os miúdos ficámos à espera que voltassem, pois a caminhada ainda era longa para os pequenitos.

Por volta das 22:10 comecei a fazer o meu aquecimento, nas calmas, e dirigi-me para o local da partida. Aguardei calmamente pelo sinal de partida, aproveitando para conversar com pessoal conhecido. Dá gosto ver o crescimento que esta prova está a ter, e a própria envolvência da população, com muita gente a assistir e a apoiar.

Sensivelmente pelas 22:30 soou a partida, e arranquei. O 1º km foi feito num ritmo altíssimo, 3:40/km, e o 2º a 3:55/km. Era a loucura, ia junto ao grupo da frente, mas ao entrar na zona velha do Seixal começa a dar-me dor de burro. Abrandei um pouco, o que deu num 3º km a 4:17/km.
Abrandei e fui apanhado pelo pelotão!

 Depois de acalmar a respiração e a dor abrandar, aumentei novamente o ritmo, o que fez os próximos km a 4:09, 4;10 e 4:06. Sentia-me bem, e apenas no 7º km senti necessidade de abrandar um pouco, o que deu 4:23/km. No seguinte e último voltei a acelerar e acabei a prova com 33:19, com um ritmo médio de 4:07/km.

Chamei-a depois, quando partilhei a corrida no Strava, de “A prova quase perfeita.”. E era de facto, não fosse a dor de burro que senti durante um bocado. Fiquei surpreso pelo ritmo alto que consegui meter praticamente durante toda a prova, o que mostra que começam a aparecer resultados de acordar às 5:20 da manhã, e que a melhor forma estará à vista.


Por alguma razão que desconheço o meu nome não aparece na classificação. Tentei por várias vias contactar a organização, mas nunca obtive qualquer resposta. De qualquer forma, o que para mim interessa é o desempenho que tive, e olhando para a classificação, sei que fiquei nos 30 primeiros, pois acabei lado a lado com a Amélia Costa, que aparece em 28º. É de lamentar, pelo menos uma resposta, uma explicação deviam dar…
A terminar.
CCR Alto do Moinho em grande!

terça-feira, 7 de junho de 2016

VI Ultra Sesimbra - 21k


Quando, no ano passado, terminei os 21k, ficou praticamente ali decidido que este ano iria fazer a distância maior. No entanto, estava longe de imaginar o calvário que ia passar com a lesão, e no dia da prova, como tudo ia correr mal desde o acordar....


Esta prova tinha tudo para correr bem. Da lesão já não há sinais, o local é sobejamente conhecido, andava a treinar bem, e era a 1ª prova enquanto membro dos "Madruga Runners"! Só que....

As coisas ficaram preparadas desde o dia anterior, não me deitei muito tarde, mas de manhã não ouvi o despertador tocar. E ele toca várias vezes!!! Nunca me tinha acontecido, adormecer para uma prova. Normalmente, acordo até antes do despertador tocar. Mas não desta vez. Tínhamos combinado às 7.20, para irmos com tempo, sem stress. Acordei às 7.40, com o pessoal a ligar-me a perguntar onde estava...Sigam, eu vou lá ter!!

Levantei-me à pressa, equipei e comi qualquer coisa, quase sem mastigar. Esta pressa veio a ter resultados depois, já durante a prova, onde houve uma fase em que não ia muito bem.
Arranquei para Sesimbra, estacionei sem problemas - abençoado sejas Smart, que com o parque cheio consigo sempre um lugar!!! -  e corri para a secretaria levantar o dorsal.
Pronto. Ainda tive tempo de voltar ao carro e acabar de preparar, mas sempre em stress e sem nunca conseguir acalmar.

Fomos para a partida, onde já estava tudo concentrado, e apertado. Talvez pudessem repensar em como colocar os atletas antes da partida, porque grande maioria estava na lateral do pórtico, o que originou alguns empurrões quando foi dado o sinal.

Este ano havia uma novidade, que era em vez de ir logo pela marginal, irmos pela areia da praia e depois pelo passadiço de madeira. 


Não contava com esta incursão à areia, e deu ainda mais cabo de mim. Quando voltámos à marginal tentei estabilizar a pulsação, e o ritmo até chegar à 1ª subida e entrada no estradão, mas sem muito sucesso. Começava a ter a noção que não estava bem e que não ia ser fácil. 
Fiz a subida a caminhar, em passo acelerado, e voltei a correr quando entrámos no trilho que vai dar à Ribeira do Cavalo. Aqui ainda consegui ir sem alguns problemas, sempre em corrida até lá abaixo, mas depois na Subida do cascalho não consegui. Limitei-me a seguir atrás de outros atletas, sempre sem conseguir forçar uma ultrapassagem ou um passo mais acelerado. O tempo começava a abafar, e já transpirava muito. 
Chegado lá acima, voltei a correr, mas sempre sem conseguir aumentar o ritmo. Transpirava e sentia frio, e deixei-me ir a um ritmo lento ou simplesmente a caminhar quando não conseguia mais. 
Confesso que pensei em desistir. Não estava a desfrutar nada, em trilhos onde adoro correr...


Assim segui até ao 2º abastecimento. Parei, comi, despejei uma garrafa de água por cima de mim, e parece que teve efeito quase imediato. Senti-me melhor, os pensamentos mais negativos desapareceram e arranquei. 


Já conseguia imprimir um ritmo um pouco mais elevado, e segui, ainda que, na descida antes do 3º abastecimento,  onde ainda há semana e meia me diverti imenso a descer a um ritmo a que não estou muito habituado, tenha abrandado devido a umas tonturas que voltei a sentir. Cheguei ao 3º abastecimento, aquele onde já li várias críticas a dizer que foi negada comida aos atletas dos 21k. Aqui comi, bebi e despejei água em cima de mim, e ninguém negou nem a mim nem aos atletas que ali estavam naquele momento o que quer que fosse. Aliás, em todos os abastecimentos os voluntários foram de extrema simpatia, o que me leva a crer que não terá passado de um mal entendido.

Depois da pausa, segui pedreira acima, e em direcção ao castelo.Não há muito a dizer, não voltei a sentir tonturas e daqui até final foi a parte em que me senti melhor.


No final uma nota à organização, porque não se percebia bem se tínhamos de seguir pela praia ou pela marginal. Pelo que falei com outros atletas, vários foram os que foram pela areia até ao fim, quando o pretendido, acho que era ir pelo alcatrão - foi o que entendi pelas fitas.

Cortei a meta 2:23:00 depois, com um sentimento de enorme desilusão. Nunca me tinha sentido tão mal numa prova, ainda mais numa de apenas 21k.

Valeu a camaradagem da equipa, e ver os colegas Madrugas a terminarem o 1º Trail. 


terça-feira, 12 de abril de 2016

II Trail de Almeirim

  
 3 meses após a ultima prova, onde contraí uma tendinite, muitas sessões de fisioterapia ( que só terminam esta semana ) e muito poucos treinos, voltei a participar numa prova.


3 meses.
3 meses após a ultima prova, onde contraí uma tendinite, muitas sessões de fisioterapia ( que só terminam esta semana ) e muito poucos treinos, voltei a participar numa prova.

Apesar de não gostar da expressão, tinha a consciência que esta tinha de ser feita em ritmo de treino, e assim foi, até porque as pernas também não permitiam mais. Voltei a treinar apenas a partir do fim-de-semana da Páscoa, treinos não muito longos e lentos, pelo que o ritmo tinha de ser muito bem gerido nesta prova. Para contrabalançar com isto tudo, neste dia ia ter uma motivação muito especial à minha espera na meta: a Ana Bela e os miúdos acompanharam-me até Fazendas de Almeirim J

A prova

Chegados a Fazendas de Almeirim, dirigi-me ao secretariado para levantar o dorsal e o chip.
E aqui foi o único ponto que não gostei: fila desde a porta do centro cultural, que tanto servia para os 17 como para os 30k. Demorava imenso a avançar, e para piorar, os chips tinham de ser levantados indo para outra fila. Penso que no próximo ano esta situação pode e deve ser melhorada.

Depois de ir ao carro equipar, voltar para a zona de partida. Fazer o aquecimento e posicionar-me. O ritmo cardíaco aumenta e um nervoso miudinho toma conta de mim. Após 3 meses estava novamente numa linha de partida. São dadas as ultimas indicações por parte da organização e a partida.
Arranco com calma, mas dada a quantidade de pessoas, acelero um pouco até chegar a uma zona com espaço, e onde encontro o meu ritmo.

Cerca do km2 entramos nos trilhos, e que trilhos!
Nota-se bem que esta prova foi feita por atletas para atletas. Trilhos fantásticos, single tracks onde dá uma vontade enorme de correr sem parar, um sobe e desce constante, algumas subidas onde consigo ir a correr ( com os famosos baby steps! ), outras nem pensar, autenticas paredes que são! e também porque não posso forçar nada, descidas brutais onde mal dá para travar e só espero que não apareça nenhuma árvore mal posicionada!! E ainda houve direito a cordas num destes desce e sobe! Brutal!!!



Os abastecimentos, estavam também bem compostos, de conteúdo e simpatia por parte dos voluntários. Parei em todos, comi e bebi água e isotónico, e segui.

Se nalgumas zonas ia na companhia de outros atletas, por vezes ia sozinho, mas por nenhuma vez tive duvidas no caminho. Marcações exemplares, fitas bem visíveis e a cada 5/10m. Espectacular!  

Antes do ultimo abastecimento, mais um autentico banquete, o trilho mais bonito onde corremos, na minha opinião. Pelo meio de um bosque um singe track aos S, que eu só pedia que não chegasse rápido ao fim. Apesar de já ir a sentir alguma fadiga muscular devido à escassez de treinos, a tendinite não dava sinais de aparecer, e diverti-me bastante nesta secção.

O último abastecimento!!

Depois do ultimo abastecimento e até à meta foi um autêntico passeio no parque, praticamente sempre a descer e com a companhia de centenas de participantes na caminhada.

E ao entrar na recta da meta, vejo ao fundo, a Ana Bela com a Madalena ao colo, e o Tomás, aos saltos e a gritar por mim! Esta é a melhor recepção, o melhor pódio que se pode ter. Veio a correr ao meu encontro, e juntos, de coração cheio, passámos a meta. No abastecimento que estava na meta, quem comeu mais foi ele, premiado pelos 100m em que me acompanhou, que se empanturrou de batatas fritas!!!

Depois ainda houve direito a almoço, mais um banquete, com a bela da sopa da pedra, bifanas enormes e sumos!!

Terminar esta prova soube-me melhor que a ultima ultra que fiz, não só pela companhia a cortar a meta, mas também porque depois de tantos dias em que até caminhar para o trabalho me custava, semanas seguidas a ir todos os dias para a fisioterapia, consegui terminar a prova sem dores de maior. A lesão ainda não está curada a 100%, mas para lá caminha.

Toda a organização está de parabéns pelo excelente trabalho, têm ali uma prova, e uns trilhos, de excelência.

Agora não sei qual será a próxima prova, eventualmente os 21k do trail de Sesimbra em Junho ( vai ser impossível estar em condições de fazer os 60 bem ), mas até lá, e até retomar os treinos mais intensos, ainda tenho trabalho de reforço muscular para fazer na perna esquerda, que se nota bastante mais enfraquecida que a direita neste momento.

Quanto ao Trail de Almeirim, espero em 2017 estar de volta, desta feita para a distancia mais longa. 



quinta-feira, 3 de março de 2016

Lesão.....



Quando sentirem uma dor, não forcem, parem logo. Não justifica acabar aquele treino/prova, e colocar em causa os próximos meses. Consultem um especialista que vos recomende o tratamento, e não se fiquem pela "sabedoria popular" e tratamento caseiro... 

Lesionei-me no dia 10 de Janeiro, no Trail Centro Vicentino da Serra, em Portalegre, sensivelmente ao km17. Senti uma dor na perna, na zona superior do gémeo, que associei a cãibras. 
Devia ter ficado por ali, ou pelo ponto de abastecimento mais próximo, mas quis ser guloso, armar-me em forte e segui. 
Terminei a prova, mas com um tempo muito acima das minhas expectativas, e cheio de dores. 

Depois, em vez de ir imediatamente pedir um diagnóstico a um especialista, fiquei pelo tratamento caseiro, e pela conversa do "isto não é nada, vai passar"... 
Os dias foram passando, mas as dores não. Ainda houveram umas sessões de fisioterapia, poucas e muito espaçadas entre si.. 

Hoje finalmente fui a uma consulta. O diagnóstico é uma tendinite, e a receita é parar completamente mais 3 semanas, no mínimo, e fazer sessões intensivas de fisioterapia.

Os planos que eu tinha começam a ser postos em causa. 

Sábado haviam os Trilhos do Javali Noturno, mas vou ficar pelo sofá...

Dia 3 de Abril há os Trilhos Do Almourol, pondero se mesmo que já esteja recuperado irei ou nao.

E em Maio... os 100k do UTSM - Ultra-Trail de São Mamede, o grande objectivo do ano....

sábado, 16 de janeiro de 2016

Trail Centro Vicentino da Serra/Delta Cafés 2016 - Vicentino Abútrico! Violento, Brutal, Épico



Há 1 ano, numa tarde caseira, estava a ver o Desporto 2 e vi uma reportagem acerca do Trail Centro Vicentino da Serra.
Gostei do que vi, e assim que as inscrições para esta edição abriram, tratei de reservar um dorsal para mim. Nos meses que se seguiram, a organização foi aguçando o apetite no Facebook, e a vontade que chegasse o dia crescia a cada post. As previsões de chuva, que se confirmaram na semana antes, também aumentaram a expectativa em relação a esta prova.

Foi portanto com grande entusiasmo que acordei no domingo, pouco depois das 4h da manhã! À hora marcada, estava no local combinado, onde ia ser apanhado pela minha boleia, combinado no dia antes através do Facebook!! Viagem que correu sem sobressaltos, e chegados a Portalegre fomos levantar os dorsais. No ar, a chuva e a humidade, e olhando para a zona envolvente da cidade, mais alta, coberta de nevoeiro, deixava antever que a prova ia ser molhada!

Após o briefing em que fomos avisados do estado da serra e dos perigos que íamos encontrar, deu-se a partida simbólica dentro do pavilhão, em clima de grande festa.



Minutos depois, a partida oficial, e arrancámos em direcção à serra. Arranquei calmo, sem entrar em grandes acelerações; como sempre, nos 1ºs quilómetros tratei de estabilizar a respiração, e segui sempre ao meu ritmo, sem forçar nada.





Ia a divertir-me bastante, por trilhos espectaculares e exemplarmente bem marcados, com lama, muita lama, água, travessias de riachos, mais lama, subidas de gatas e descidas em sku... quando por volta do k17 comecei a sentir uma dor na zona superior do gémeo, na perna esquerda... BOLAAASSSS Pensei que eram câimbras, parei, massajei um pouco e continuei. Mas a dor não passou, e salvo raros momentos em que abrandou, acompanhou-me até ao fim...

No abastecimento do k30 ainda pensei em desistir. Não estava a correr bem, a dor na perna não dava tréguas, e com as várias paragens que ia fazendo para massajar, tinha arrefecido bastante. Estávamos no topo da serra, com chuva e muito frio, estava gelado... Sentei-me um pouco, não consegui comer quase nada - estava um bocado mal disposto de um gel que tinha tentado tomar - e esperei uns minutos a ponderar o que ia fazer...


Na mochila tinha um buff seco, e os manguitos, que normalmente uso, mas desta vez tinham sido substituídos por uma camisola. Coloquei o buff na cabeça, os manguitos por baixo das mangas da camisola, senti-me a aquecer um pouco, e decidi continuar.

Continuei com dificuldades, e a um ritmo muito baixo lá fui avançando, tentando abstrair-me das dores, e divertir-me nos fantásticos trilhos com que éramos brindados. Já disse que estavam espectacularmente bem marcados? E que eram brutais? E que havia lama? E água??

No abastecimento do k37 comi apenas umas batatas fritas, e segui. Aqui começa a única coisa que aponto à organização... Naquela fase da prova, e esta é opinião partilhada também por outros atletas, acho que foram um pouco desnecessárias toas aquelas travessias do rio, com a corrente forte, e sem qualquer tipo de segurança. E havendo, entre algumas dessas travessias de um lado para o outro, trilhos bem definidos ao lado do rio...

Estes últimos km passaram rápido, e foi com algum alívio que cheguei ao pavilhão, onde se encontrava a meta. Objectivo de terminar estava conseguido, se bem que muito depois daquilo que tinha planeado.

Depois de um banho retemperador, finalmente consegui comer alguma coisa, e que bem que soube!


Não tenho ainda muitas provas realizadas, mas de todas em que já participei, esta foi sem dúvida a melhor, em todos os níveis. Trilhos brutais, marcações que não deixavam dúvidas, abastecimentos nos locais exactos, membros do staff ao longo do percurso, meios de socorro, e o mais fantástico, membros da organização "plantados" no meio do rio para auxiliar na passagem. Em todos os locais, extrema simpatia e sempre prontos a ajudar. Excelente mesmo, um exemplo de organização.

Contem comigo, novamente, em 2017!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015 – O ano da confirmação

2015 termina e é hora de fazer balanço. Considero que foi um ano bastante positivo, uma vez que todos os objectivos a que me propus, com maior ou menor dificuldade, foram cumpridos.

O ano até nem começou bem. Logo em Janeiro, na 1ª prova do Troféu de Atletismo do Seixal, ainda no aquecimento senti uma dor no joelho esquerdo. Ainda fiz a prova, consegui terminá-la mas em mau estado. Depois de muito gelo, Voltaren e descanso, cheguei a 1 de Fevereiro sem grandes dores, e fui fazer os 15k do Trail de Bucelas.

Chega Março, e decido inscrever-me para a Maratona de Lisboa, a realizar a 18 de Outubro. Havia muito tempo, dava para treinar, e ia tentar fazer a prova rainha. Entretanto, vou sendo desafiado para em Julho ir fazer o Ultra trail do Monteda Lua. Como não sou de virar a cara a um bom desafio, aceitei e a 18 de Julho concluo a 1ª Ultra, 52k em 9h!! Estava feita, e o foco voltou a ser a maratona, ainda que com algumas provas de trail pelo meio. Os meses passam, vão-se somando treinos e quilómetros, e chega o dia M!

Objectivo que foi concluído com grande sucesso, orgulho e emoção. A partir daí, o foco voltou a ser o Trail, e entretanto conclui mais 2 ultras. Se em Grândola não correu tão bem como queria, na Ericeira sofri, estive prestes a desistir, mas consegui.

2015, o ano da confirmação. Confirmação que descobri um desporto que me apaixonou, um desporto que me faz sentir bem, feliz.

2016 está a chegar, e é hora de traçar novos objectivos.
A Maratona não sei se a volto a fazer este ano, mas é claramente uma prova que quero voltar a fazer, tudo é diferente de todas as outras provas em que já participei.

Há alguns Trails que quero fazer, pelo local da sua realização, pelos relatos que vou lendo e deixam a boca a salivar. Dia 10 de Janeiro, há já o Trail Centro Vicentino da Serra, que desde que vi no ano passado a reportagem da prova na rtp2 decidi que a queria fazer;  em Março a versão nocturna dos Trilhos do Javali, na “minha” Arrábida,  em Setembro haverá o Grande Taril da Serra D’Arga, do fantástico Carlos Sá; em Outubro, o DuraTrail também na Arrábida.

E em Maio… em Maio será, para já, o grande objectivo do ano: os 100k do Ultra Trail da Serra de São Mamede. Será um desafio como nunca tive nenhum, mas acredito que com dedicação, perseverança, determinação, e muito treino, conseguirei alcançar a meta. Tudo farei para que isso aconteça ;)


Aproveito ainda para desejar a todos que lêem este cantinho, um feliz 2016, e que todos os vossos desejos se realizem.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Ericeira Trail Run 2015 - Será que alguma coisa podia correr pior??




Nos últimos dias não treinei tanto quanto queria.
Nos últimos com os 2 miúdos adoentados, não descansei o que devia.
Apanhei uma constipação na passada 5ª feira..
Na 6ª feira à noite ainda estava na dúvida se preparava as coisas para sábado ou não... mas lá acabei por preparar a mochila, dormir meia dúzia de horas e à hora marcada estar no local combinado com o Paulo para seguirmos para a Ericeira.

A viagem correu sem sobressaltos, e com os dorsais já levantados na Pro Runner, e depois de chegar, fomos para o edifício do secretariado para nos abrigarmos do frio.
Depois de nos equiparmos, voltámos para este edifício, para ouvir o briefing. Ouvir, ou tentar ouvir, porque as pessoas a falar não deixavam ouvir em condições as indicações que nos eram dadas...
O controlo zero, que era suposto haver, não houve.

Perto da hora da partida, que segundo o regulamento seria impreterivelmente às 8, fomos encaminhados para a zona de partida, ladeados por umas barreiras de plástico. No sistema de som só se ouvia o responsável repetir que nos primeiros metros o iríamos acompanhar, e que não o podíamos passar. Após várias repetições desta indicação, só dei conta de começar tudo a correr, sem ouvir qualquer tiro de partida. Sinceramente, não percebi esta partida, e não gostei.

Logo nos primeiros km comecei a sentir algumas dificuldades. O vento que se fazia sentir era bastante, e com o nariz tapado, tinha bastantes dificuldades em respirar. Com o corta-vento vestido sentia calor, e sem ele não conseguia ir, com o frio... Aos 7/8 km lá consegui aguentar sem ele e assim seguir. Nesta altura já me sentia melhor, e cheguei bem ao 2º abastecimento, apesar de cheio de fome. Aqui demorei-me sem me preocupar com o tempo, comi o que achei necessário para ficar sem fome, e depois lá segui.

Passados uns km voltei a sentir dificuldades, e desta vez, por volta do km 30/31, bati no fundo. Senti-me sem forças para continuar, e estava decidido a desistir no abastecimento seguinte, no km 35. Caminhei durante alguns km, sozinho, e a decisão parecia estar tomada, até que tentei voltar a correr, o que consegui, apesar de alguma dificuldade. Adiei a decisão para o abastecimento, e aí descansei comi e bebi, e decidi que ia tentar chegar ao próximo, 8 ou 9 km depois...

Neste segmento consegui correr mais que antes, e chegado ao último abastecimento, a cerca de 8km da meta, não havia motivos para não seguir até ao fim!! Este segmento foi fácil, sempre estradão e a descer até à Ericeira.

7h14m depois da partida, cortei a meta. Custou bastante nalguns momentos, levei em cheio com a marreta, mas consegui terminar. Terminar foi mesmo o mais positivo, porque de resto quase tudo correu mal, Nem o relógio gravou o percurso da prova....

Em relação à prova/organização, sinceramente não gostei. Como já referi, não percebi a partida, acho que durante o percurso poderiam haver mais elementos do staff, não vi nenhum meio de assistência em todo o percurso, e apenas num cruzamento um elemento da GNR, quando passámos vários cruzamentos com trânsito. Falhas muito graves, na minha opinião. Na parte final, a passagem pela praia dos pescadores, também nada vem acrescentar à prova, bem pelo contrário, não percebi a necessidade de nos enviarem pela praia, o que apenas serviu para massacrar na areia e na subida final..